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Farma e saúde · AM

EMS amplia fábrica de comprimidos em Manaus (AM) com R$ 1 bilhão

Nova unidade anexa à fábrica da Novamed deve elevar a produção de 18 para 24 bilhões de comprimidos por ano, com obras entre 2027 e 2028.

Black and white close-up of various pills and capsules, showcasing pharmaceutical diversity.
Imagem ilustrativa. Foto: Rūdolfs Klintsons / Pexels
Por Redação Radar IndústriaPublicado em · fato divulgado em 12 de maio de 20263 min de leitura

A EMS vai investir cerca de R$ 1 bilhão em uma nova fábrica de comprimidos em Manaus (AM), anexa à unidade que a companhia já opera na Zona Franca pela Novamed, segundo reportagem do ICTQ. As obras devem ocorrer entre o início de 2027 e o fim de 2028, de acordo com a mesma publicação.

O projeto em números

ItemDado
Investimento na nova fábricacerca de R$ 1 bilhão
Capacidade mensal atual de comprimidos1,5 bilhão de unidades (cerca de 18 bilhões por ano)
Capacidade mensal prevista2 bilhões de unidades (cerca de 24 bilhões por ano)
Acréscimo de produçãocerca de 6 bilhões de comprimidos por ano
Participação dos comprimidos na receita da EMScerca de 70% do faturamento
Receita projetada da companhiade R$ 12 bilhões em 2026 para R$ 15,5 bilhões em dois anos

Fonte: ICTQ.

Contexto

A unidade de Manaus, operada pela Novamed, já concentra quase toda a produção de comprimidos da EMS e se beneficia da competitividade fiscal da Zona Franca, segundo o ICTQ. A ampliação em Manaus é parte de um investimento maior da companhia, que também destina recursos a Anápolis (GO) e Hortolândia (SP), unidades com foco em injetáveis, de acordo com a mesma reportagem.

Hortolândia é hoje o maior parque fabril da EMS e deve ganhar sinergia logística com a fábrica da Medley, em Campinas, a cerca de 20 quilômetros de distância: a EMS venceu a disputa pela unidade de genéricos da Medley, vendida pela Sanofi por US$ 600 milhões, negócio já aprovado pelas autoridades concorrenciais, segundo o ICTQ.

Em Manaus, a Novamed também recebeu financiamento do BNDES para um centro de pesquisa aplicada, com planta-piloto e laboratório analítico ampliado, segundo reportagem do Economic News Brasil de 31 de maio de 2026. O financiamento do centro de pesquisa é separado do investimento na nova fábrica de comprimidos, mas reforça a aposta da companhia na unidade amazonense.

A chegada da nova fábrica reforça um movimento mais amplo no Polo Industrial de Manaus (PIM): a Novamed opera na Zona Franca desde 2014 e já responde por cerca de 80% da produção de sólidos do grupo EMS, com processos digitais e alta automação, segundo o ICTQ. A mesma reportagem mostra que a Suframa intensificou a agenda com empresas farmacêuticas na região, incluindo reuniões com a própria Novamed, enquanto a Hypera Pharma também avalia se instalar em Manaus, atraída pela segurança que a presença de grandes farmacêuticas transmite à Zona Franca. O setor, até pouco tempo tratado como atividade complementar no PIM, começa a ganhar protagonismo, ainda que Manaus não seja hoje um polo farmacêutico consolidado.

O que a obra deve contratar

  • Fundações e estrutura de galpão industrial. Uma unidade anexa à fábrica atual deve demandar terraplenagem, fundações e estrutura metálica ou pré-moldada.
  • Salas limpas e HVAC para sólidos orais. A produção farmacêutica de comprimidos exige ambientes controlados e sistemas de climatização e filtragem de ar dedicados.
  • Montagem de linhas de compressão e embalagem. O salto de capacidade deve envolver a instalação de novas linhas de produção e embalagem de comprimidos.
  • Utilidades industriais e ar comprimido. Vapor, água purificada e ar comprimido de qualidade farmacêutica tendem a acompanhar o aumento de capacidade.
  • Instalações elétricas e subestação. Uma fábrica anexa de grande porte deve exigir reforço ou nova subestação de energia.
  • Qualificação de equipamentos. Linhas farmacêuticas novas precisam de qualificação e validação antes de entrar em operação comercial.

Prazos e próximos passos

EtapaPrazo
Financiamento do BNDES para centro de pesquisa em Manausdivulgado em maio de 2026
Início das obras da nova fábrica de comprimidosprevisto para o início de 2027
Fim das obrasprevisto para o fim de 2028
Meta de comprimidos superando R$ 10 bilhões em receitaprojeção para 2028

Com obras previstas para começar em 2027, a fábrica de Manaus deve se somar à carteira de novas fábricas no Amazonas nos próximos meses. A editoria de farmacêutica e saúde segue acompanhando os demais investimentos da EMS em Anápolis e Hortolândia, e o mapa de novas fábricas em construção no Brasil reúne os projetos industriais já mapeados pelo Radar.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
EMS (Novamed)
Local
Manaus (AM), AM
Valor
R$ 1 bilhão
Fase
Anúncio
Previsão
obras previstas do início de 2027 ao fim de 2028
Anunciado em
12 de maio de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

O investimento concentra dois movimentos que interessam a fornecedores: uma fábrica nova de grande porte em Manaus, com obras previstas só para 2027, dando tempo de prospecção antecipada, e uma ampliação paralela em Hortolândia e Anápolis que deve gerar demanda similar fora da Zona Franca. A sinergia com a fábrica da Medley, em Campinas, sugere que parte da engenharia e da logística de obra pode se concentrar no eixo Hortolândia-Campinas enquanto Manaus segue como polo isolado de comprimidos.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Fundações e estrutura de galpão industrial
  • Salas limpas e HVAC para sólidos orais
  • Montagem de linhas de compressão e embalagem
  • Utilidades industriais e ar comprimido
  • Instalações elétricas e subestação
  • Qualificação de equipamentos

Janela: Obras da nova fábrica previstas para começar no início de 2027 e terminar no fim de 2028.

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