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Siderurgia · MG

Grupo AVG vai dobrar capacidade de ferro-gusa em Sete Lagoas (MG) com R$ 200 milhões

Segundo alto-forno da IFG deve levar a produção de 84 mil para 204 mil toneladas por ano; Feam já concedeu a licença ambiental do equipamento.

A powerful image of molten metal pouring in a heavy industry steel mill setting.
Imagem ilustrativa. Foto: Bence Szemerey / Pexels
Por Redação Radar IndústriaPublicado em · fato divulgado em 7 de agosto de 20254 min de leitura

O Grupo AVG planeja investir cerca de R$ 200 milhões para construir um segundo alto-forno na unidade da IFG Indústria de Ferro Gusa, em Sete Lagoas, em Minas Gerais, segundo reportagem do Diário do Comércio. O aporte deve mais que dobrar a capacidade de produção de ferro-gusa da planta, hoje operando no limite de seu potencial instalado. A IFG já obteve da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) a Licença Ambiental Concomitante (LAC) para o novo equipamento, batizado de alto-forno II, que também autoriza a unidade a produzir fundidos de ferro e aço e reciclar resíduos de classe II.

O projeto em números

ItemValor
Investimento previstoR$ 200 milhões
Capacidade atual de ferro-gusa84 mil toneladas por ano (potencial instalado, operando no limite)
Capacidade após o 2º alto-forno204 mil toneladas por ano, segundo a reportagem
Empregos atuais na unidade213 diretos e 6 terceirizados
Novos empregos projetados170, segundo o Estudo de Impacto Ambiental
LicenciamentoLicença Ambiental Concomitante concedida pela Feam

Segundo a AVG, as obras para a implantação do segundo alto-forno estavam previstas para começar em janeiro de 2026, com prazo de conclusão de até dois anos a partir do início. Até a apuração desta matéria, não há informação pública confirmando se as obras civis já foram iniciadas.

Contexto

O Grupo AVG opera mais de uma unidade siderúrgica em Sete Lagoas: além da IFG, a AVG Siderurgia mantém dois altos-fornos na cidade, com capacidade combinada de 240 mil toneladas de ferro-gusa por ano, também operando no limite de sua capacidade, segundo o Diário do Comércio. Em paralelo ao negócio de ferro-gusa, o grupo investe mais de R$ 750 milhões para elevar a capacidade de minério de ferro concentrado de suas minas em Minas Gerais de 2,5 milhões para 7 milhões de toneladas por ano, somando os projetos de Brumado, em Caeté, e Dois Irmãos, em Barão de Cocais, a unidades já em operação como a Emesa, em Brumadinho. O grupo exportou 1,2 milhão de toneladas de minério de ferro para a China em 2025 e fechou parceria com o Porto Sudeste para embarcar 2 milhões de toneladas por ano, segundo a mesma reportagem.

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A expansão do ferro-gusa ocorre em um momento favorável para o produto no mercado externo: em julho de 2026, o governo dos Estados Unidos manteve o ferro-gusa de Sete Lagoas fora da sobretaxa de 25% imposta a outros produtos brasileiros, segundo reportagem da Tribuna de Minas. O Brasil foi, em 2025, o país que mais vendeu ferro-gusa aos Estados Unidos, e a maior parte da produção interna americana do insumo nunca sai das próprias usinas que a fabricam, segundo dados do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) citados na reportagem. Esse cenário ajuda a explicar por que um grupo como a AVG mantém planos de ampliação mesmo em um setor siderúrgico mineiro que convive com custos de produção pressionados.

O que a obra deve contratar

  • Obras civis e montagem do alto-forno. Fundações, estrutura metálica e montagem do equipamento e de seus periféricos (sistema de carregamento, regenerador de ar e casa de corrida).
  • Instalações de utilidades e energia. Redes elétricas, ar comprimido e sistemas de refrigeração dimensionados para a nova unidade de produção.
  • Expansão de áreas de floresta plantada. Novas áreas de plantio para garantir o fornecimento de carvão vegetal, insumo energético do processo de redução do ferro-gusa.
  • Sistemas de controle ambiental e emissões. Equipamentos de despoeiramento e monitoramento exigidos pela Licença Ambiental Concomitante da Feam.

Prazos e próximos passos

EtapaData
Licença Ambiental Concomitante (alto-forno II)concedida pela Feam, segundo a reportagem
Início previsto das obrasjaneiro de 2026, segundo a AVG
Prazo de conclusãoaté 2 anos a partir do início, segundo a empresa
Situação até a apuração desta matériasem confirmação pública do início das obras civis

Quem fornece obra civil, montagem industrial e equipamentos de controle ambiental para a siderurgia pode acompanhar o andamento deste e de outros projetos no Mapa de obras industriais em andamento do Radar Indústria.

Outras novas fábricas em Minas Gerais

A expansão da IFG se soma a outros projetos siderúrgicos e industriais em curso no estado, como a fábrica de tubos sem costura que a Vallourec amplia no Barreiro, em Jeceaba, região metropolitana de Belo Horizonte. Quem presta serviço de engenharia e montagem industrial tem em Minas Gerais um dos estados com maior volume de obra siderúrgica do país; mais no recorte de novas fábricas em Minas Gerais e no setor de siderurgia acompanhado pelo Radar Indústria.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Grupo AVG (IFG Indústria de Ferro Gusa)
Local
Sete Lagoas, MG
Valor
R$ 200 mi
Fase
Licenciamento
Previsão
Licença Ambiental Concomitante já concedida; obras previstas para começar em janeiro de 2026 (sem confirmação pública do início), conclusão em até 2 anos
Anunciado em
7 de agosto de 2025

O que isso significa para quem vende para a indústria

O projeto está na etapa em que a licença ambiental já saiu, mas o calendário de obras previsto pela própria empresa (início em janeiro de 2026) já passou sem confirmação pública, o que é comum em expansões industriais de médio porte financiadas com capital próprio, sem o marco público de um financiamento BNDES ou habilitação Reidi para sinalizar o avanço. Para fornecedores de obra civil e montagem siderúrgica, o sinal mais concreto de abertura de frentes de contratação ainda não apareceu nas fontes abertas; a licença ambiental concedida e a pressão de capacidade (a unidade já opera no limite) indicam que a decisão de investir está tomada, mesmo sem cronograma público atualizado.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Obras civis e montagem de alto-forno
  • Instalações de utilidades e energia para siderurgia
  • Expansão de áreas de floresta plantada para carvão vegetal
  • Sistemas de controle ambiental e emissões

Janela: Licença ambiental já concedida; obras previstas para começar em janeiro de 2026, segundo a empresa, sem confirmação pública de início até a apuração desta matéria.

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