Italiana Chiesi investe R$ 124 milhões para ampliar fábrica de inaladores em Santana de Parnaíba
Capacidade sobe de 15 milhões para 25 milhões de inaladores por ano; cerca de 31% da produção vai para exportação.

A farmacêutica italiana Chiesi vai investir R$ 124 milhões para ampliar sua fábrica em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, segundo reportagem da Exame publicada em 6 de setembro de 2026. O projeto começou neste ano com obras civis e prevê, na sequência, a instalação de novas máquinas e processos industriais. De acordo com a revista, os aportes vão seguir nos próximos anos até a conclusão da estrutura e das etapas regulatórias necessárias para lançar os produtos. O anúncio coincide com os 50 anos da empresa no Brasil.
O projeto em números
| Item | Valor |
|---|---|
| Investimento | R$ 124 milhões |
| Capacidade anual atual | 15 milhões de unidades |
| Capacidade anual depois da ampliação | 25 milhões de unidades, alta de quase 67% |
| Medicamentos produzidos na planta | de 11 para 19 |
| Parcela da produção exportada | cerca de 31% |
| Redução da pegada de carbono com o novo propelente | até 90%, pelo cálculo da empresa |
| Funcionários no Brasil | 400, dos quais 263 no escritório e na equipe comercial |
| Faturamento no Brasil em 2025 | R$ 690 milhões |
| Meta de faturamento no Brasil | R$ 1 bilhão até 2030 |
Fonte dos números: Exame.
Segundo a Exame, parte dos R$ 124 milhões vai para a ampliação da estrutura física e parte para máquinas e processos. A planta passará a produzir uma nova geração de inaladores em spray para asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), trocando o propelente HFA 134a pelo HFA 152a. Pelo cálculo da empresa, a troca reduz em até 90% a pegada de carbono do produto, sem mudar a eficácia do tratamento. Os inaladores em spray respondem por 70% das emissões de gases de efeito estufa da Chiesi, e a meta do grupo é zerar as emissões em toda a cadeia até 2035, informou a revista.
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A subsidiária brasileira foi criada em 1976 e foi a primeira operação do grupo fora da Itália, segundo a Exame. Na época, a Chiesi comprou um pequeno laboratório que já tinha uma unidade fabril, modernizada ao longo dos anos. A empresa atua principalmente em doenças respiratórias, além de neonatologia e doenças raras.
O Brasil está entre os sete maiores mercados da companhia no mundo, e a operação local cresce a taxas de dois dígitos ao ano, de acordo com a revista. Em 2025, a empresa tratou 4,6 milhões de pessoas no país, 20% a mais que em 2024. Uma das frentes de crescimento é o SUS: a Chiesi passou a fornecer uma terapia respiratória ao sistema público depois de um processo de incorporação e participa há anos do programa Farmácia Popular, informou a Exame.
A fábrica já exporta inaladores para a Europa, o Oriente Médio, a Ásia e a Oceania, e a empresa quer somar a América Latina, incluindo México e Colômbia, segundo a revista. O presidente da Chiesi Brasil, o italiano Marco Ruggiero, há 18 anos no grupo, disse à Exame que a meta é ser autônomo, produzindo no país itens que hoje vêm de outras unidades, e transformar o Brasil em ponto de referência para a América Latina.
A ampliação brasileira faz parte de uma rodada global de investimentos industriais do grupo. Em março de 2025, a Chiesi anunciou € 430 milhões para uma nova unidade em Nerviano, perto de Milão, entre 2025 e 2030, dedicada principalmente a inaladores de baixa pegada de carbono e com cerca de 300 empregos novos até 2029, segundo o portal pharmaphorum. Na mesma reportagem, o grupo informou que já havia investido € 350 milhões nos últimos anos em inaladores com propelentes de baixo potencial de aquecimento global, que fatura mais de € 3 bilhões por ano e que tinha expansões em andamento em Blois, na França, e em Santana de Parnaíba.
O que a obra deve contratar
Ampliar uma fábrica farmacêutica que continua produzindo exige obra de interface, com áreas novas construídas ao lado das que estão em operação. As frentes prováveis:
- Obra civil em planta ativa. Projetos desse tipo costumam exigir segregação de canteiro, controle de poeira e trabalho em horários que não interfiram na produção.
- Áreas classificadas e HVAC. Salas limpas, sistemas de tratamento de ar com filtragem absoluta e controle de pressão entre ambientes são o coração da ampliação de uma planta de medicamentos.
- Utilidades farmacêuticas. Água purificada, ar comprimido isento de óleo e sistemas de vapor costumam ser ampliados junto com a capacidade.
- Linhas de envase de spray. A troca de propelente costuma exigir novas linhas de enchimento sob pressão, armazenamento de gás e revisão da segurança de processo.
- Qualificação e validação. Cada equipamento novo passa por qualificação de instalação, operação e desempenho, serviço normalmente contratado de empresas especializadas em boas práticas de fabricação.
- Elétrica e automação. Novas máquinas pedem ampliação de painéis, nobreaks e integração ao sistema de supervisão e registro de dados.
Prazos e próximos passos
| Etapa | Data | Fonte |
|---|---|---|
| Início das obras civis | 2026 | Exame |
| Instalação de novas máquinas e processos | na sequência, sem data divulgada | Exame |
| Aprovações regulatórias dos novos produtos | nos próximos anos, sem data divulgada | Exame |
| Meta de R$ 1 bilhão de faturamento no Brasil | 2030 | Exame |
| Meta de emissões zero em toda a cadeia | 2035 | Exame |
A Exame não informou data de conclusão da ampliação.
- Empresa
- Chiesi
- Local
- Santana de Parnaíba, SP
- Valor
- R$ 124 mi
- Fase
- Obras iniciadas
- Previsão
- não informada
- Anunciado em
- 6 de setembro de 2026
O que isso significa para quem vende para a indústria
Ampliação de fábrica farmacêutica em operação é obra de interface: áreas classificadas novas ao lado das que estão produzindo, com qualificação de cada equipamento. A troca de propelente nos inaladores em spray acrescenta linhas de envase sob pressão e revisão de segurança de processo. Fornecedores com experiência em boas práticas de fabricação têm vantagem em HVAC, utilidades, instalação e validação de máquinas.
Serviços que o projeto tende a contratar:
- Áreas classificadas e HVAC farmacêutico
- Utilidades farmacêuticas (água purificada, ar comprimido)
- Instalação e qualificação de máquinas
- Linhas de envase de spray e segurança de processo
- Elétrica e automação
- Manutenção industrial em ambiente GMP
Janela: Em andamento: máquinas novas chegando em etapas.
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- Farmacêutica italiana investe R$ 124 milhões para ampliar fábrica no Brasil e chegar ao bilhão, Exame, 6 de setembro de 2026
- Chiesi backs growth plans with a €430m new plant in Italy, pharmaphorum, 28 de março de 2025
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