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Farma e saúde · SP

Hospital Mater Dei Santana, de R$ 600 milhões, terá 250 leitos na zona norte de São Paulo

Parceria da Mater Dei com a Atlântica Hospitais tem 45 mil m²; segundo a empresa, a obra começa em setembro de 2026 e a entrega fica para 2029.

Cluster of yellow tower cranes at a construction site with a gloomy sky background.
Imagem ilustrativa. Foto: Mike van Schoonderwalt / Pexels
Por Redação Radar IndústriaPublicado em · fato divulgado em 6 de agosto de 20264 min de leitura

O hospital Mater Dei Santana, na zona norte de São Paulo, terá investimento de cerca de R$ 600 milhões na construção, cerca de 250 leitos e 45 mil m², segundo o Brasil 247 e o Diário do Comércio. O projeto é uma parceria da Rede Mater Dei de Saúde com a Atlântica Hospitais e Participações, do grupo Bradesco Seguros. No balanço do segundo trimestre de 2026, a Mater Dei informou que a perspectiva era iniciar as obras em setembro, com entrega prevista para 2029, segundo a Medicina S/A, em 14 de agosto de 2026. Dias antes, o Brasil 247 havia falado em obras em andamento e conclusão no fim de 2028; este texto adota o cronograma da companhia.

O projeto em números

ItemValor
Investimento na construçãocerca de R$ 600 milhões (Brazil Journal e Brasil 247)
Leitoscerca de 250 (Diário do Comércio); 250 a 300 no anúncio (Brazil Journal)
Área45 mil m²
SociedadeAtlântica 51%, Mater Dei 49%
Início das obrasprevisto para setembro de 2026 (Medicina S/A)
Entregaprevista para 2029 (Medicina S/A)

Contexto

O acordo foi anunciado em dezembro de 2023. Segundo o Mercado&Consumo, com informação do Estadão Conteúdo, a joint venture vai desenvolver e operar um hospital geral de alta complexidade, e a Mater Dei responde pela gestão médica e administrativa. É a entrada da rede mineira na capital paulista.

O imóvel segue o modelo built to suit. De acordo com o Brazil Journal, o terreno pertence à BSP, holding imobiliária do Bradesco, e abrigava uma agência bancária. A BSP banca a construção e depois aluga o prédio à joint venture, que investe apenas em equipamentos médicos e enxoval. O Diário do Comércio informou que a obra é conduzida pela BSP Empreendimentos Imobiliários. Na época do anúncio, o Brazil Journal estimou o prazo de obra em cerca de quatro anos.

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A escolha do bairro tem razão comercial. Henrique Salvador, presidente do conselho da Mater Dei, disse ao Brazil Journal que Santana tem grande adensamento, forte penetração de planos de saúde e pouca oferta de hospitais de referência; o principal da região, segundo ele, é o São Camilo. Em entrevista ao BP Money publicada em 22 de julho de 2026, o CEO José Henrique Salvador afirmou que a rede quer levar a cada região o modelo completo, com corpo clínico, alta complexidade e atendimento ambulatorial. A reportagem cita cerca de 2 milhões de habitantes na zona norte paulistana.

A Mater Dei, fundada em 1980 e com capital aberto, atua em Belo Horizonte, Betim, Nova Lima, Uberlândia, Salvador, Feira de Santana e Goiânia, segundo o BP Money. No segundo trimestre de 2026, teve receita líquida de R$ 614 milhões, Ebitda ajustado de R$ 139 milhões, lucro líquido ajustado de R$ 45 milhões e taxa de ocupação de 83,9%, informou a Medicina S/A. A companhia também antecipou, em julho, o pagamento de uma debênture de R$ 200 milhões.

Para a Atlântica, Santana é mais um passo de uma estratégia em hospitais. Segundo o Brazil Journal, a empresa já tinha acordo com o Hospital Albert Einstein para um hospital de 300 leitos na zona sul de São Paulo, também com investimento de R$ 600 milhões, e havia comprado 20% do Grupo Santa por R$ 1 bilhão.

Segundo o Diário do Comércio, o hospital terá salas cirúrgicas e um parque tecnológico de exames de imagem. O Brasil 247 cita oncologia com equipes multidisciplinares, centro cirúrgico e medicina diagnóstica.

O que a obra deve contratar

As fontes não divulgam a construtora nem os pacotes de contratação. Hospitais de alta complexidade desse porte costumam exigir:

  • Estrutura e fundações. Edifício de grande porte em área urbana adensada, com contenções, subsolos e logística de canteiro restrita.
  • Climatização hospitalar. Sistemas de ar com filtragem e pressão controlada em centro cirúrgico, UTI e isolamentos, seguindo as normas da Anvisa e da ABNT para estabelecimentos de saúde.
  • Gases medicinais. Centrais e redes de oxigênio, ar comprimido medicinal e vácuo, com alarmes e réguas nos leitos.
  • Elétrica com redundância. Subestação, grupos geradores, nobreaks e sistema isolado para salas cirúrgicas e UTI.
  • Proteção radiológica. Blindagem das salas de imagem, que devem ser as primeiras a operar, segundo o Brasil 247.
  • Transporte vertical. Elevadores de maca e de serviço, com rotas separadas para pacientes, visitantes e materiais.
  • Automação e segurança. Automação predial, detecção e combate a incêndio, chamada de enfermagem e cabeamento estruturado.

Como a construção é da BSP e os equipamentos são da joint venture, as compras se dividem em dois clientes: obra e instalações prediais de um lado, parque de equipamentos médicos e enxoval do outro.

Prazos e próximos passos

DataMarcoFonte
Dezembro de 2023Acordo da joint venture, sujeito a aprovações regulatóriasMercado&Consumo
2024 e 2025Plano original: licenças na prefeitura em 2024 e obra a partir de 2025Brazil Journal
Setembro de 2026Início previsto das obrasMedicina S/A, com base no balanço do segundo trimestre
Fim de 2028 ou início de 2029Início da operaçãoBP Money
2029Entrega previstaMedicina S/A

A abertura será gradual, começando pelos serviços de imagem e seguindo para as internações, segundo o Brasil 247. Com a obra no começo, a maior parte das instalações ainda deve ser contratada ao longo de 2027 e 2028.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Mater Dei Santana (Mater Dei e Atlântica Hospitais)
Local
São Paulo (Santana), SP
Valor
R$ 600 mi
Fase
obras em início
Previsão
Início em setembro de 2026; entrega em 2029, segundo a empresa
Anunciado em
6 de agosto de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

Com início de obra previsto para setembro de 2026 e entrega em 2029, o hospital ainda vai contratar praticamente todas as instalações: climatização hospitalar, gases medicinais, elétrica com redundância, blindagem das salas de imagem, elevadores e automação predial. As compras se dividem entre a BSP, dona da obra, e a joint venture, dona dos equipamentos. Para fornecedores da capital paulista, é uma das maiores obras hospitalares privadas do período.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Climatização hospitalar
  • Gases medicinais
  • Elétrica, geradores e automação predial
  • Proteção radiológica das salas de imagem
  • Combate a incêndio
  • Elevadores e transporte vertical

Janela: Instalações contratadas de 2027 a 2029.

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