Hospital Mater Dei Santana, de R$ 600 milhões, terá 250 leitos na zona norte de São Paulo
Parceria da Mater Dei com a Atlântica Hospitais tem 45 mil m²; segundo a empresa, a obra começa em setembro de 2026 e a entrega fica para 2029.

O hospital Mater Dei Santana, na zona norte de São Paulo, terá investimento de cerca de R$ 600 milhões na construção, cerca de 250 leitos e 45 mil m², segundo o Brasil 247 e o Diário do Comércio. O projeto é uma parceria da Rede Mater Dei de Saúde com a Atlântica Hospitais e Participações, do grupo Bradesco Seguros. No balanço do segundo trimestre de 2026, a Mater Dei informou que a perspectiva era iniciar as obras em setembro, com entrega prevista para 2029, segundo a Medicina S/A, em 14 de agosto de 2026. Dias antes, o Brasil 247 havia falado em obras em andamento e conclusão no fim de 2028; este texto adota o cronograma da companhia.
O projeto em números
| Item | Valor |
|---|---|
| Investimento na construção | cerca de R$ 600 milhões (Brazil Journal e Brasil 247) |
| Leitos | cerca de 250 (Diário do Comércio); 250 a 300 no anúncio (Brazil Journal) |
| Área | 45 mil m² |
| Sociedade | Atlântica 51%, Mater Dei 49% |
| Início das obras | previsto para setembro de 2026 (Medicina S/A) |
| Entrega | prevista para 2029 (Medicina S/A) |
Contexto
O acordo foi anunciado em dezembro de 2023. Segundo o Mercado&Consumo, com informação do Estadão Conteúdo, a joint venture vai desenvolver e operar um hospital geral de alta complexidade, e a Mater Dei responde pela gestão médica e administrativa. É a entrada da rede mineira na capital paulista.
O imóvel segue o modelo built to suit. De acordo com o Brazil Journal, o terreno pertence à BSP, holding imobiliária do Bradesco, e abrigava uma agência bancária. A BSP banca a construção e depois aluga o prédio à joint venture, que investe apenas em equipamentos médicos e enxoval. O Diário do Comércio informou que a obra é conduzida pela BSP Empreendimentos Imobiliários. Na época do anúncio, o Brazil Journal estimou o prazo de obra em cerca de quatro anos.
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Quero implantar em 90 dias →A escolha do bairro tem razão comercial. Henrique Salvador, presidente do conselho da Mater Dei, disse ao Brazil Journal que Santana tem grande adensamento, forte penetração de planos de saúde e pouca oferta de hospitais de referência; o principal da região, segundo ele, é o São Camilo. Em entrevista ao BP Money publicada em 22 de julho de 2026, o CEO José Henrique Salvador afirmou que a rede quer levar a cada região o modelo completo, com corpo clínico, alta complexidade e atendimento ambulatorial. A reportagem cita cerca de 2 milhões de habitantes na zona norte paulistana.
A Mater Dei, fundada em 1980 e com capital aberto, atua em Belo Horizonte, Betim, Nova Lima, Uberlândia, Salvador, Feira de Santana e Goiânia, segundo o BP Money. No segundo trimestre de 2026, teve receita líquida de R$ 614 milhões, Ebitda ajustado de R$ 139 milhões, lucro líquido ajustado de R$ 45 milhões e taxa de ocupação de 83,9%, informou a Medicina S/A. A companhia também antecipou, em julho, o pagamento de uma debênture de R$ 200 milhões.
Para a Atlântica, Santana é mais um passo de uma estratégia em hospitais. Segundo o Brazil Journal, a empresa já tinha acordo com o Hospital Albert Einstein para um hospital de 300 leitos na zona sul de São Paulo, também com investimento de R$ 600 milhões, e havia comprado 20% do Grupo Santa por R$ 1 bilhão.
Segundo o Diário do Comércio, o hospital terá salas cirúrgicas e um parque tecnológico de exames de imagem. O Brasil 247 cita oncologia com equipes multidisciplinares, centro cirúrgico e medicina diagnóstica.
O que a obra deve contratar
As fontes não divulgam a construtora nem os pacotes de contratação. Hospitais de alta complexidade desse porte costumam exigir:
- Estrutura e fundações. Edifício de grande porte em área urbana adensada, com contenções, subsolos e logística de canteiro restrita.
- Climatização hospitalar. Sistemas de ar com filtragem e pressão controlada em centro cirúrgico, UTI e isolamentos, seguindo as normas da Anvisa e da ABNT para estabelecimentos de saúde.
- Gases medicinais. Centrais e redes de oxigênio, ar comprimido medicinal e vácuo, com alarmes e réguas nos leitos.
- Elétrica com redundância. Subestação, grupos geradores, nobreaks e sistema isolado para salas cirúrgicas e UTI.
- Proteção radiológica. Blindagem das salas de imagem, que devem ser as primeiras a operar, segundo o Brasil 247.
- Transporte vertical. Elevadores de maca e de serviço, com rotas separadas para pacientes, visitantes e materiais.
- Automação e segurança. Automação predial, detecção e combate a incêndio, chamada de enfermagem e cabeamento estruturado.
Como a construção é da BSP e os equipamentos são da joint venture, as compras se dividem em dois clientes: obra e instalações prediais de um lado, parque de equipamentos médicos e enxoval do outro.
Prazos e próximos passos
| Data | Marco | Fonte |
|---|---|---|
| Dezembro de 2023 | Acordo da joint venture, sujeito a aprovações regulatórias | Mercado&Consumo |
| 2024 e 2025 | Plano original: licenças na prefeitura em 2024 e obra a partir de 2025 | Brazil Journal |
| Setembro de 2026 | Início previsto das obras | Medicina S/A, com base no balanço do segundo trimestre |
| Fim de 2028 ou início de 2029 | Início da operação | BP Money |
| 2029 | Entrega prevista | Medicina S/A |
A abertura será gradual, começando pelos serviços de imagem e seguindo para as internações, segundo o Brasil 247. Com a obra no começo, a maior parte das instalações ainda deve ser contratada ao longo de 2027 e 2028.
- Empresa
- Mater Dei Santana (Mater Dei e Atlântica Hospitais)
- Local
- São Paulo (Santana), SP
- Valor
- R$ 600 mi
- Fase
- obras em início
- Previsão
- Início em setembro de 2026; entrega em 2029, segundo a empresa
- Anunciado em
- 6 de agosto de 2026
O que isso significa para quem vende para a indústria
Com início de obra previsto para setembro de 2026 e entrega em 2029, o hospital ainda vai contratar praticamente todas as instalações: climatização hospitalar, gases medicinais, elétrica com redundância, blindagem das salas de imagem, elevadores e automação predial. As compras se dividem entre a BSP, dona da obra, e a joint venture, dona dos equipamentos. Para fornecedores da capital paulista, é uma das maiores obras hospitalares privadas do período.
Serviços que o projeto tende a contratar:
- Climatização hospitalar
- Gases medicinais
- Elétrica, geradores e automação predial
- Proteção radiológica das salas de imagem
- Combate a incêndio
- Elevadores e transporte vertical
Janela: Instalações contratadas de 2027 a 2029.
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- São Paulo ganhará hospital de R$ 600 milhões com 250 leitos e 45 mil m², e megaprojeto promete impulsionar empregos e transformar Santana até 2028, Brasil 247, 6 de agosto de 2026
- Mater Dei e Atlântica criam joint venture para hospital de alta complexidade em SP, Mercado&Consumo, 22 de dezembro de 2023
- Mater Dei entra em São Paulo em parceria com o Bradesco, Brazil Journal, 22 de dezembro de 2023
- Mater Dei terá hospital em São Paulo, Diário do Comércio, 21 de dezembro de 2023
- Rede Mater Dei de Saúde tem lucro recorde de R$ 45 milhões no 2T/26, Medicina S/A, 14 de agosto de 2026
- Rede Mater Dei planeja chegar a São Paulo até o fim de 2028 no bairro de Santana, BP Money, 22 de julho de 2026
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