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Investimentos · SP

Fenner, do Grupo Michelin, constrói fábrica 3x maior em Guarulhos (SP)

Nova unidade terá área quase três vezes maior e deve ampliar em 40% a capacidade de produção de correias para mineração, siderurgia, portos e agronegócio.

Wide view of an empty industrial warehouse with visible cranes and metal structures.
Imagem ilustrativa. Foto: Pixabay / Pexels
Por Redação Radar IndústriaPublicado em · fato divulgado em 13 de outubro de 20263 min de leitura

A Fenner, fabricante de correias transportadoras do Grupo Michelin desde 2018, vai construir uma nova fábrica em Guarulhos (SP), com área quase três vezes maior que a da planta atual e capacidade de produção cerca de 40% maior, segundo comunicado divulgado pela InvestSP em 13 de outubro de 2026. A empresa descreveu o investimento como da ordem de centenas de milhões de reais, sem valor fechado tornado público. A nova unidade vai funcionar como hub estratégico da Fenner para a América do Sul, segundo Diogo Haddad, CEO e managing director da Fenner Brasil: "este investimento reflete nosso compromisso de longo prazo em apoiar o crescimento industrial do país", afirmou o executivo em nota à imprensa.

O projeto em números

ItemDado
Investimentocentenas de milhões de reais (valor fechado não divulgado)
Área da nova fábricaquase 3 vezes maior que a planta atual
Aumento de capacidade produtivacerca de 40%
Linha de produtoscorreias têxteis e de cabos de aço, inclusive a linha X Series para uso severo
Grupo controladorMichelin, desde 2018
Data do anúncio13 de outubro de 2026

Fontes: InvestSP e Jornal Digital do Brasil.

Contexto

A Fenner atua no Brasil havia décadas sob a marca ConveyBelts antes de a mudança para o nome Fenner se consolidar com a nova fábrica, segundo a Revista Minérios. A compra pelo Grupo Michelin, em 2018, inseriu a operação brasileira numa rede global de fornecimento de correias para transporte de carga a granel, com foco em mineração, siderurgia, portos, agronegócio e cimento, de acordo com a InvestSP. É importante não confundir esta expansão com o fechamento, anunciado em 2025, de uma fábrica de pneus da própria Michelin em Guarulhos: tratam-se de negócios e plantas diferentes dentro do mesmo grupo, uma produzindo pneus e outra, correias transportadoras industriais.

O anúncio da Fenner chama atenção porque vem poucos meses depois de o próprio Grupo Michelin encerrar, em dezembro de 2025, uma fábrica de pneus em Guarulhos que empregava cerca de 350 das 8 mil pessoas que o grupo tem no Brasil, segundo reportagens do Times Brasil e da Guarulhos Hoje. A unidade fechada produzia câmaras de ar para pneus de moto e bicicleta, pneus industriais e semiacabados, e a Michelin atribuiu o fechamento à concorrência de produtos importados da Ásia, que chegavam ao mercado abaixo do custo de produção local, de acordo com a Transporte Moderno. Apesar do fechamento, o grupo mantém oito unidades industriais em operação no país, e a nova fábrica da Fenner mostra que o investimento segue concentrado em linhas de produto menos expostas à concorrência asiática direta, como as correias transportadoras para mineração e siderurgia.

Segundo a empresa, a nova planta vai contar com automação avançada, vulcanização de alta precisão e controle de qualidade com sensores de última geração, o que a Revista Minérios descreve como parte de um movimento de modernização do parque industrial da companhia no país. A Fenner posiciona o Brasil como um dos pilares de crescimento global do grupo, com produção predominantemente nacional, mas integrada à rede mundial de suprimentos da marca, segundo a InvestSP. Não há, até a conclusão desta apuração, notícia de desmentido, atraso ou contestação ao projeto.

O que a obra deve contratar

  • Construção de galpão industrial. Estrutura metálica e obra civil para uma área quase três vezes maior que a planta atual.
  • Montagem de linha de produção e automação. Instalação de equipamentos de vulcanização de alta precisão e sistemas de automação industrial.
  • Infraestrutura elétrica industrial. Subestação e instalações elétricas para suportar o aumento de 40% na capacidade produtiva.
  • Climatização e exaustão industrial. Sistemas para as áreas de vulcanização e controle de qualidade.
  • Controle de qualidade e sensoriamento. Instalação de sensores de última geração para inspeção em linha.
  • Pavimentação de pátio e logística interna. Área de movimentação de insumos e produtos acabados compatível com o novo porte da planta.

Prazos e próximos passos

EtapaSituação
Anúncio do investimento13 de outubro de 2026
Início das obrasnão divulgado
Conclusão e entrada em operaçãonão divulgada
Objetivo declaradoconsolidar hub de correias transportadoras para a América do Sul
Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Fenner (Grupo Michelin)
Local
Guarulhos (SP), SP
Valor
centenas de milhões de reais
Fase
Anúncio
Previsão
não informada
Anunciado em
13 de outubro de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

A obra deve priorizar primeiro a estrutura civil e a infraestrutura elétrica, antes da montagem das linhas de vulcanização e automação, etapa mais especializada e provavelmente contratada com fornecedores já homologados pelo grupo Michelin. Para quem presta serviço de construção industrial em Guarulhos e região metropolitana de São Paulo, a obra civil é a janela mais larga; a parte de automação e sensoriamento tende a ter fornecedor internacional ou já ligado ao grupo. A falta de valor fechado e de cronograma público é um ponto de atenção: convém monitorar o licenciamento municipal e ambiental em Guarulhos para captar o início efetivo das obras.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Construção de galpão industrial
  • Montagem de linha de produção e automação
  • Infraestrutura elétrica industrial
  • Climatização e exaustão industrial
  • Controle de qualidade e sensoriamento
  • Pavimentação de pátio e logística interna

Janela: Obra civil deve abrir primeiro; automação e sensoriamento vêm na sequência, sem data pública.

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