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State Grid constrói linha de R$ 18 bilhões que liga Maranhão a Goiás

A linha de 1.468 km em corrente contínua de ±800 kV tem capacidade de 5 GW e atravessa 42 municípios; o MME antecipou a operação de 2030 para março de 2028.

Blue sky over transmission towers on a rural landscape, symbolizing energy distribution.
Imagem ilustrativa. Foto: Petr Ganaj / Pexels
Por Redação Radar IndústriaPublicado em 4 min de leitura

A State Grid Brazil Holding, subsidiária da estatal chinesa State Grid, investe R$ 18,1 bilhões na construção de uma linha de transmissão de 1.468 quilômetros que vai ligar o Maranhão a Goiás, passando pelo Tocantins. É uma das maiores obras de infraestrutura elétrica em andamento no país, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). A linha nasce na subestação de Graça Aranha, no Maranhão, e termina na subestação de Silvânia, em Goiás, de acordo com o Diário Sul Maranhense e a NSC Total.

O projeto em números

ItemDado
InvestimentoR$ 18,1 bilhões
Extensão1.468 km (cerca de 1.500 km)
TecnologiaCorrente contínua de ultra-alta tensão, ±800 kV (HVDC)
Capacidade5 GW nominais
Estados atravessadosMaranhão, Tocantins e Goiás
Municípios atravessados42
Pontos de conexãoSubestação conversora de Graça Aranha (MA) e subestação conversora de Silvânia (GO)

Fontes: Diário Sul Maranhense, NSC Total e CNN Brasil, todas de outubro de 2026.

Contexto

A linha foi arrematada pela State Grid na Leilão de Transmissão nº 2/2023, promovido pela Aneel, e avançou para a fase de implantação depois de obter as autorizações ambientais, segundo o Diário Sul Maranhense. O Ibama emitiu a Licença de Instalação nº 1563/2026 em 2 de junho de 2026. A obra da subestação de Silvânia começou em 2025, e a subestação de Graça Aranha recebeu autorização de início de obra no começo de 2026, de acordo com a mesma fonte.

Em outubro de 2026, a NSC Total registrou obras em andamento no canteiro da subestação de Silvânia, com movimentação de terra, fundações e sistemas de drenagem já visíveis. O jornal não soube informar o número de empregos gerados pela obra nem detalhar os municípios diretamente afetados em cada trecho.

O projeto responde a um problema concreto do sistema elétrico brasileiro: o excesso de energia solar e eólica gerada no Nordeste, que hoje é parcialmente cortado (o chamado curtailment) por falta de linhas de transmissão suficientes para escoar essa produção até os centros de consumo do Sudeste e Centro-Oeste, segundo explicou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, à CNN Brasil. "Estamos falando de um empreendimento com capacidade de transmissão de 5 GW", afirmou o ministro, ao comentar o papel da linha na ampliação do intercâmbio regional de energia.

Por isso, o MME decidiu antecipar a entrada em operação da linha de 2030 para março de 2028, segundo a CNN Brasil. A antecipação de dois anos pressiona o cronograma de obras das duas subestações conversoras e da faixa de servidão ao longo dos 1.468 km de extensão.

O que a obra deve contratar

  • Fundações e montagem de torres de transmissão. Os 1.468 km de linha demandam milhares de torres ao longo da faixa entre Maranhão, Tocantins e Goiás, com fundações específicas para cada tipo de solo.
  • Montagem eletromecânica das subestações conversoras. As duas pontas do sistema, em Graça Aranha e em Silvânia, convertem corrente contínua em alternada e exigem equipamentos de alta tecnologia e mão de obra especializada em HVDC.
  • Lançamento de cabos condutores. Operação específica de tração e tensionamento de cabos ao longo de centenas de quilômetros, item crítico para o cronograma antecipado para 2028.
  • Supressão vegetal e abertura de faixa de servidão. A obra atravessa 42 municípios e precisa liberar o corredor por onde a linha vai passar, com licenciamento ambiental próprio para cada trecho.
  • Acessos e estradas de serviço. Canteiros de obra em regiões menos infraestruturadas do Maranhão e do Tocantins dependem de abertura e manutenção de vias de acesso.
  • Obras civis de pátio de manobra. Terraplenagem, fundações e drenagem, como já registrado no canteiro de Silvânia, fazem parte da fase atual da obra.

Prazos e próximos passos

MarcoData
Leilão de Transmissão nº 2/2023 (Aneel)2023
Início das obras da subestação de Silvânia2025
Licença de Instalação do Ibama (nº 1563/2026)2 de junho de 2026
Autorização de obra da subestação de Graça AranhaInício de 2026
Obras em andamento no canteiro de SilvâniaOutubro de 2026
Operação prevista (antecipada pelo MME)Março de 2028 (antes prevista para 2030)

O que isso significa para quem presta serviço

Uma linha de transmissão de 1.468 km com prazo antecipado em dois anos tende a concentrar, num intervalo relativamente curto, uma demanda grande de mão de obra e equipamento especializado em HVDC, fundação de torres e montagem de subestações conversoras. Para empresas de engenharia e montagem do Maranhão, Tocantins e Goiás, a obra passa por 42 municípios e deve abrir frentes de trabalho descentralizadas ao longo de toda a faixa de servidão, não só nos dois pontos finais da linha.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
State Grid Brazil Holding
Local
Graça Aranha (MA) a Silvânia (GO), passando pelo Tocantins, MA
Valor
R$ 18,1 bilhões
Fase
Obras iniciadas
Previsão
não informada
Anunciado em
19 de outubro de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

A antecipação do prazo em dois anos é o dado mais relevante para quem presta serviço: um cronograma mais apertado tende a elevar a demanda simultânea por fundação de torres, montagem eletromecânica e mão de obra especializada em HVDC ao longo de toda a faixa de 1.468 km, não só nas duas subestações conversoras. Empresas de engenharia do Maranhão, Tocantins e Goiás têm uma janela concreta de contratação entre agora e 2028.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Fundações e montagem de torres de transmissão
  • Montagem eletromecânica de subestações conversoras HVDC
  • Lançamento de cabos condutores
  • Supressão vegetal e abertura de faixa de servidão
  • Acessos e estradas de serviço
  • Obras civis de pátio de manobra

Janela: Obras em andamento nas duas subestações conversoras desde 2025/2026; cronograma apertado até a operação antecipada para março de 2028.

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