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Energia · BA

ISA Energia libera último bloco da linha de R$ 3,157 bi na Bahia

Projeto Serra Dourada soma 1.093 km e já tem 80% de avanço no trecho sul; entrada em operação prevista para 2029.

A power transmission tower silhouette against a warm sunset sky, symbolizing energy and infrastructure.
Imagem ilustrativa. Foto: Alexey Demidov / Pexels
Por Redação Radar IndústriaPublicado em · fato divulgado em 28 de maio de 20264 min de leitura

A ISA Energia Brasil (antiga ISA CTEEP) obteve em maio de 2026 a licença de instalação para o último bloco do projeto Serra Dourada, linha de transmissão de 500 kV que vai interligar o oeste da Bahia a Minas Gerais, segundo reportagem do Broadcast replicada no Acessa.com. Com os outros dois blocos já em obras desde agosto de 2025 e janeiro de 2026, o projeto de R$ 3,157 bilhões caminha agora com os três trechos liberados ao mesmo tempo, com conclusão prevista para março de 2029.

O projeto em números

ItemDado
Investimento estimado (Aneel)R$ 3,157 bilhões
Extensão1.093 km de linhas de 500 kV
Subestações3 novas e 3 ampliadas
Municípios no trajeto23 (20 na Bahia, 3 em Minas Gerais)
Receita Anual Permitida (RAP)R$ 322 milhões (ciclo 2025/2026)
Empregos gerados5.749, segundo a ISA Energia Brasil
Entrada em operaçãoaté março de 2029

Fontes: Acessa.com/Broadcast e ISA Energia Brasil.

Contexto

O Serra Dourada foi arrematado no lote 1 do Leilão de Transmissão nº 01/23 da Aneel, realizado em junho de 2023, segundo o Terra/Reuters. A pedra fundamental da obra foi lançada em 8 de dezembro de 2025, no Palacete Tira-Chapéu, em Salvador, com a mobilização inicial de 1.500 trabalhadores e 150 fundações de torres em construção, segundo o Correio24horas; a projeção da ISA é chegar a 6 mil empregos no pico da obra. O trecho sul, entre Buritirama, Barra, Correntina e Arinos, recebeu licença de instalação do Ibama já em agosto de 2025 e tinha, segundo a mesma coluna do Correio24horas, 80% de avanço físico geral em outubro de 2026, com fundações e torres 100% concluídas nesse trecho. O trecho norte, entre Campo Formoso, Barra II e Juazeiro III, que é o bloco liberado agora, teve as fundações iniciadas em julho de 2026.

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A ISA Energia Brasil é controlada pelo grupo colombiano ISA e opera 33 concessões de transmissão no país, respondendo por cerca de 30% de toda a energia transmitida no Brasil e 95% da energia distribuída no estado de São Paulo, segundo o site institucional da empresa. A companhia descreve o Serra Dourada como corredor prioritário para escoar energia eólica e solar do oeste da Bahia e do norte de Minas Gerais, viabilizando a conexão de novos parques de geração licitados pela Aneel em leilões posteriores, de 2024. O projeto foi classificado como prioritário pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, segundo o mesmo veículo. Não há, até a conclusão desta apuração, notícia de desmentido, atraso formal ou contestação judicial ao empreendimento; o único ponto de atenção identificado é técnico, não contestação: entre as fontes consultadas há pequena divergência de valores de investimento (de R$ 3,157 bilhões a R$ 3,8 bilhões) e de extensão (1.093 km a 1.097 km), compatível com atualização de custos ao longo da obra.

Fora do Serra Dourada, a ISA Energia Brasil mantém um ritmo constante de modernização de ativos: investiu R$ 815,4 milhões na rede no primeiro semestre de 2026, alta de 19% sobre igual período de 2025, energizando 16 projetos e substituindo 312 equipamentos, segundo o site institucional da empresa. A companhia também soma outros projetos de transmissão em andamento pelo país, batizados Riacho Grande, Itatiaia, Água Vermelha, Piraquê, Jacarandá e Minuano, além de ter conquistado pela sétima vez consecutiva o Selo Ouro do GHG Protocol e firmado parceria com a TAESA para combate a queimadas no Piauí em outubro de 2026. Esse volume de obras simultâneas indica uma demanda recorrente de fornecedores de montagem eletromecânica e manutenção de linhas, não restrita ao projeto baiano.

O que a obra deve contratar

  • Montagem de torres e lançamento de cabos. Estrutura metálica e cabeamento das linhas de 500 kV ao longo dos 1.093 km.
  • Construção de subestações novas. Obras civis e eletromecânicas das três subestações inéditas do projeto.
  • Fundações e terraplenagem. Base das torres, com 150 fundações já mobilizadas apenas no início da obra.
  • Montagem eletromecânica e comissionamento. Instalação de equipamentos e testes antes da energização de cada trecho.
  • Supressão vegetal e acessos de obra. Abertura de faixa e estradas de acesso no Cerrado baiano e mineiro.

Prazos e próximos passos

TrechoSituação
Trecho sul (Buritirama a Arinos)obras desde agosto de 2025, cerca de 80% concluído
Bloco 3obras desde janeiro de 2026
Trecho norte (Juazeiro III a Campo Formoso II a Barra II)fundações iniciadas em julho de 2026, após licença de maio de 2026
Entrada em operaçãoaté março de 2029

Fontes: Acessa.com/Broadcast, Correio24horas e ISA Energia Brasil.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
ISA Energia Brasil
Local
Juazeiro, Campo Formoso, Barra, Buritirama e Mansidão (BA), com trechos em Minas Gerais, BA
Valor
R$ 3,157 bilhões
Fase
Obras iniciadas
Previsão
não informada
Anunciado em
28 de maio de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

Com os três blocos do projeto liberados e em obra simultaneamente, a demanda por montagem eletromecânica e comissionamento deve se concentrar nos próximos dois a três anos, já que o trecho sul está perto da conclusão física e o trecho norte apenas começou as fundações em julho. Isso cria uma janela mais longa de contratação no lado baiano e mineiro da obra do que normalmente se vê em projetos de transmissão de lote único, porque os trechos avançam em velocidades diferentes. A classificação do projeto como prioritário do PAC tende a facilitar financiamento e agilizar licenças complementares ao longo da obra.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Montagem de torres e lançamento de cabos 500 kV
  • Construção de subestações novas
  • Fundações e terraplenagem
  • Montagem eletromecânica e comissionamento
  • Supressão vegetal e acessos de obra

Janela: Trecho sul perto da conclusão; trecho norte com fundações iniciadas em julho de 2026.

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