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Copel instala turbinas da ampliação de R$ 1,3 bilhão em Foz do Areia

Etapa eletromecânica começou em outubro com peças de 55 toneladas; a ampliação soma 860 MW e deve entrar em operação em agosto de 2030.

Complex view of a hydroelectric dam with large turbines and power lines demonstrating energy infrastructure.
Imagem ilustrativa. Foto: Andy Coffie / Pexels
Por Redação Radar IndústriaPublicado em 4 min de leitura

A Copel começou a etapa eletromecânica da ampliação da usina hidrelétrica de Foz do Areia, no rio Iguaçu, em Pinhão, no Paraná, com a chegada dos primeiros componentes das novas turbinas, segundo a Cenário Energia, que publicou a informação em 16 de outubro de 2026. O investimento na obra é de R$ 1,3 bilhão, de acordo com a mesma reportagem, e integra um pacote de R$ 5 bilhões que a companhia também destina à ampliação da usina de Segredo, segundo nota da própria Copel publicada em 18 de junho de 2026.

O projeto em números

ItemValor
Investimento em Foz do AreiaR$ 1,3 bilhão (Cenário Energia)
Investimento combinado com SegredoR$ 5 bilhões (Copel)
Capacidade atual de Foz do Areia1.676 MW (Cenário Energia)
Capacidade após a ampliação2.536 MW, alta de 860 MW (Cenário Energia)
Novas unidades geradorasduas turbinas de 430 MW cada (Cenário Energia)
Ganho combinado com Segredo2,1 GW, alta de 33% na geração da Copel (Gazeta de Toledo)
Empregos no pico das obrascerca de 2 mil diretos, somando as duas usinas (Gazeta de Toledo)
Operação comercial prevista1º de agosto de 2030 (Cenário Energia)

Contexto

A ampliação foi viabilizada depois que a Copel venceu o 2º Leilão de Reserva de Capacidade da Aneel, em 18 de março de 2026, segundo a Gazeta de Toledo. O contrato com a Agência Nacional de Energia Elétrica foi assinado em Brasília em 10 de setembro de 2026, pelo presidente da companhia, Daniel Slaviero, de acordo com a mesma fonte.

O projeto aproveita estruturas deixadas prontas desde a construção original da usina, nos anos 1970, incluindo poços já escavados para receber novas turbinas, segundo a Cenário Energia. Isso evita desapropriação de novas áreas e a formação de alagamento adicional, já que as duas máquinas serão instaladas dentro do mesmo reservatório existente.

Moradores de Pinhão e da vizinha Bituruna acompanharam a apresentação do projeto em reuniões com a Copel realizadas em 26 e 27 de agosto de 2026, segundo o Bem Paraná. Na ocasião, a empresa informou que detalharia por etapa a previsão de contratação de mão de obra na região.

A expansão de Foz do Areia acontece no mesmo momento em que o Paraná concentra outra frente grande de investimento em energia: o estado é um dos sete contemplados pelo Leilão de Transmissão nº 4/2026 da Aneel, de R$ 8,9 bilhões em novas linhas e subestações (leia a matéria completa). Somadas, as duas frentes indicam um ciclo de expansão da rede elétrica paranaense que deve sustentar demanda por fornecedores de engenharia e montagem pelos próximos anos, tanto em geração quanto em transmissão.

O que a obra deve contratar

  • Montagem eletromecânica. As primeiras peças das turbinas, revestimentos metálicos de tubo de sucção de cerca de 55 toneladas cada, fabricados em Assaí, no Paraná, já chegaram ao canteiro, segundo a Cenário Energia, com instalação final prevista para dezembro de 2026.
  • Obra civil em poços existentes. A adaptação dos poços originais da usina para receber as novas unidades geradoras tende a concentrar serviços de concretagem, impermeabilização e estruturas metálicas.
  • Modernização de subestação. O projeto inclui a atualização dos sistemas de proteção e manobra da subestação já existente em Foz do Areia, segundo a Cenário Energia.
  • Transporte especial de componentes. O deslocamento de peças de dezenas de toneladas, como os revestimentos de tubo de sucção fabricados em Assaí, tende a exigir carretas e licenças de transporte especial até o canteiro em Pinhão.
  • Canteiro e logística. A mobilização do canteiro de obras estava prevista para setembro de 2026, segundo o Bem Paraná, o que abre espaço para contratos de alojamento, alimentação e transporte de equipes.
  • Comissionamento. Com a operação comercial marcada para 2030, a fase final de testes e sincronização das novas turbinas com o sistema deve mobilizar equipes especializadas em comissionamento elétrico.

Prazos e próximos passos

EtapaPrazoFonte
Vitória no Leilão de Reserva de Capacidade18 de março de 2026Gazeta de Toledo
Assinatura do contrato na Aneel10 de setembro de 2026Gazeta de Toledo
Mobilização do canteirosetembro de 2026Bem Paraná
Chegada dos primeiros componentes eletromecânicosoutubro de 2026Cenário Energia
Instalação dos revestimentos de tubo de sucçãodezembro de 2026Cenário Energia
Entrada em operação comercial1º de agosto de 2030Cenário Energia

O cronograma da Copel mantém a usina de Segredo, a cerca de 100 km de Foz do Areia, em obra paralela, com R$ 3,6 bilhões do pacote total de R$ 5 bilhões, segundo a Gazeta de Toledo. As duas ampliações são tratadas pela companhia como um único programa de reforço da geração hidrelétrica no rio Iguaçu, o que tende a manter o ritmo de contratação de fornecedores pelos próximos anos.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Copel
Local
Pinhão, PR
Valor
R$ 1,3 bi
Fase
Obras iniciadas
Previsão
Operação comercial prevista para 1º de agosto de 2030
Anunciado em
16 de outubro de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

Para quem monta estruturas metálicas e presta comissionamento elétrico, a Copel já está na fase de instalação, não de projeto: o contrato está assinado e as primeiras peças chegaram ao canteiro. Como a obra reaproveita poços já escavados, o peso financeiro deve pesar mais em montagem eletromecânica e automação do que em obra civil pesada. O calendário até 2030 favorece quem consegue contrato de longo prazo, e a usina gêmea de Segredo, no mesmo rio, deve abrir demanda parecida na sequência.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Montagem eletromecânica de turbinas e geradores
  • Obra civil em poços e estruturas de concreto
  • Modernização de subestação e proteção elétrica
  • Transporte especial de componentes pesados
  • Comissionamento e testes de sincronismo

Janela: Frentes abertas até 2030; pico de montagem eletromecânica entre 2026 e 2027.

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