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Pazolini e Ferraço olham para Aracruz: fábrica da GWM, porto de R$ 2,7 bi e a EF-118

Antes do 2º turno, o candidato do Republicanos aponta falta de rodovia e ferrovia para o porto da Imetame; o governador do MDB cita a fábrica de 200 mil carros por ano da GWM.

Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço
Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço. Foto: Assembleia Legislativa do Espírito Santo / CC BY 2.0 / CC BY 4.0, via Wikimedia Commons
Por Redação Radar IndústriaPublicado em · fato divulgado em 13 de outubro de 20263 min de leitura

Os dois candidatos ao governo do Espírito Santo no 2º turno, marcado para 25 de outubro de 2026, falaram do mesmo polo industrial em entrevistas à rede A Gazeta. Lorenzo Pazolini (Republicanos) tratou de logística em sabatina de 1º de setembro; Ricardo Ferraço (MDB), governador desde abril de 2026, falou de atração de investimentos em entrevista à A Gazeta e à CBN Vitória em 13 de outubro. Os dois apontam para Aracruz, no litoral norte, onde estão em implantação um porto privado e uma fábrica de automóveis. O Radar transcreveu as falas e conferiu cada ponto.

O que foi dito

Lorenzo Pazolini (Republicanos): logística de Aracruz

No trecho a partir de 33min15s, Pazolini disse: "Nós vamos ter extinto, a partir de 2032, os incentivos fiscais. E como a economia capixaba vai sobreviver?" Sobre o polo, afirmou: "A Aracruz vai inaugurar um porto privado. Uma notícia extraordinária. O que foi feito de rodovia para que essas mercadorias cheguem, cheguem e saiam do porto?" E concluiu: "A F118 não saiu do papel, que seria um importante tráfego ferroviário para isso. As rodovias de Aracruz não dão conta, não suportam."

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Ricardo Ferraço (MDB): atração de investimentos

No trecho a partir de 25min07s, Ferraço disse: "Veja você que a gente não para de atrair investimentos para o Espírito Santo, que são geradores de emprego, de trabalho e renda. Está aí, por exemplo, a GWM, uma das grandes fábricas de carros elétricos e híbridos vindo para o nosso Espírito Santo. A Amazon, o Mercado Livre, a Shopee, todo mundo vindo para o Espírito Santo, porque aqui tem segurança jurídica."

O que os números mostram

AfirmaçãoO que as fontes mostram
Fim dos incentivos em 2032 (Pazolini)Confere. Pela reforma tributária, as alíquotas do ICMS caem entre 2029 e 2032 e o imposto é extinto em 2033; um fundo federal compensa benefícios onerosos, e a Lei 15.296 liberou R$ 8,3 bilhões para ele, segundo a Agência Senado.
Porto privado em Aracruz (Pazolini)Confere. O complexo da Imetame foi anunciado com R$ 2,7 bilhões, segundo a DatamarNews. Carga geral a partir do fim de 2026 e contêineres em meados de 2028, no terminal HGT Aracruz, segundo a ES Brasil.
EF-118 fora do papel (Pazolini)Confere. A ferrovia de 575 km, com R$ 4,1 bilhões estimados, teve o leilão adiado para o 1º trimestre de 2027, com edital esperado até dezembro e decisão pendente no TCU, segundo a CNN Brasil.
Rodovias de Aracruz no limite (Pazolini)Avaliação do candidato. O trecho não cita estudo de tráfego.
GWM vindo para o estado (Ferraço)Confere como anúncio. Fábrica para 200 mil veículos por ano em 1,7 milhão de m² em Barra do Riacho, dentro do plano de R$ 10 bilhões da GWM no Brasil, que inclui Iracemápolis (SP), segundo a AutoData. Ferraço, então vice, assinou o termo de compromisso na China.
Amazon, Mercado Livre e Shopee (Ferraço)Citados sem detalhe. O Radar não checou projetos específicos dessas empresas no estado.

O Radar já detalhou a fábrica em matéria sobre a segunda fábrica da GWM e comparou os planos dos dois candidatos em matéria sobre o 2º turno no Amazonas e no Espírito Santo.

O que isso significa para fornecedores

  • Obras. fábrica da GWM, porto da Imetame com o terminal HGT Aracruz e a ferrovia EF-118.
  • Fase. na GWM, sondagens, licenciamento ambiental e terraplenagem eram os próximos passos em fevereiro de 2026; o porto está em obra; a ferrovia está em modelagem, sem leilão.
  • Valor. R$ 2,7 bilhões anunciados no porto e R$ 4,1 bilhões estimados na EF-118. A GWM não separou o valor da fábrica capixaba.
  • Quem contrata. a GWM na fábrica; a Imetame e a HGT no porto, que já encomendaram guindastes à Sany; o futuro concessionário na ferrovia. Os acessos rodoviários, apontados por Pazolini, dependem do poder público.
  • Serviços. terraplenagem, fundações, galpões industriais, montagem de linhas de estamparia, solda, pintura e montagem final, pátios e pavimentação portuária e instalações elétricas.
  • Prazo. a obra da GWM deve ocupar de 1.500 a 3.500 pessoas, segundo o governo; contêineres no porto em 2028; leilão da EF-118 em 2027. Nada disso depende de quem vencer o 2º turno, exceto os acessos e as licenças estaduais.
Ficha da medida Radar Política
Quem decidiu
Governo do Espírito Santo
Valor
R$ 2,7 bilhões
Vigência
mandato 2027 a 2030
Publicado em
13 de outubro de 2026

Como isso afeta quem vende para a indústria

O polo de Aracruz concentra obra privada já decidida: a fábrica da GWM e o porto da Imetame têm donos privados e cronograma próprio. O que muda com o governo é o entorno: acessos rodoviários, licenças estaduais e a negociação com a União sobre a EF-118. Para quem faz obra civil e montagem, a terraplenagem e as fundações da GWM são a próxima janela; para quem trabalha com infraestrutura viária, o acesso ao porto é a pauta a acompanhar depois da posse.

  • Terraplenagem e fundações industriais
  • Galpões e montagem de linhas automotivas
  • Pátios e pavimentação portuária
  • Instalações elétricas industriais

Janela: Terraplenagem da GWM e obras do porto em 2026 e 2027; leilão da EF-118 em 2027

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