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GWM lança segunda fábrica no Brasil, em Aracruz, para até 200 mil carros por ano

Terreno de 1,7 milhão de m² no Espírito Santo, obra com até 3,5 mil postos e inauguração prevista para 2029, dentro de plano de R$ 10 bilhões.

A robotic arm welding in an industrial setting, emitting bright sparks.
Imagem ilustrativa. Foto: alex / Pexels
Por Redação Radar IndústriaPublicado em · fato divulgado em 30 de junho de 20265 min de leitura

A montadora chinesa GWM oficializou em 30 de junho de 2026, em cerimônia com o governo do Espírito Santo no próprio terreno, em Barra do Riacho, a construção da sua segunda fábrica no Brasil, em Aracruz, segundo a CNN Brasil. A unidade terá capacidade para até 200 mil veículos por ano e deve ser inaugurada em 2029. A fábrica integra o plano de R$ 10 bilhões da empresa no país até 2032, de acordo com a CNN Brasil. O jornal Correio informou em 1º de julho que o investimento total da planta é estimado em até R$ 4,6 bilhões; a GWM não divulgou oficialmente o valor da unidade.

O projeto em números

ItemValor
Capacidade totalaté 200 mil veículos por ano, quatro vezes a de Iracemápolis (SP), segundo a CNN Brasil
Primeira fase100 mil veículos por ano, investimento de R$ 2,3 bilhões a R$ 2,9 bilhões e até 5 mil empregos, segundo o Correio
Investimento estimado da plantaaté R$ 4,6 bilhões, segundo o Correio e a Economic News Brasil
Terreno doado1,74 milhão de m², segundo o Correio; área útil de cerca de 1,7 milhão de m², segundo a Tribuna Online
Concreto na obra200 mil a 350 mil toneladas, segundo a Prefeitura de Aracruz
Aço na obra40 mil a 70 mil toneladas, segundo a Prefeitura de Aracruz
Postos na construção1,5 mil a 3,5 mil, sobretudo na construção civil, segundo a CNN Brasil
Empregos na operação9 mil diretos e indiretos (CNN Brasil); até 10 mil (governo do ES, via AutoData)
Processosestamparia, soldagem, pintura e montagem final, segundo a AutoData
Inauguração2029, segundo a CNN Brasil

O terreno e a aprovação na Assembleia

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo aprovou em 29 de junho a doação da área de 1,74 milhão de m² à montadora, segundo o Correio, com pareceres favoráveis das comissões de Justiça, Infraestrutura e Finanças. O mesmo projeto transfere ao município de Aracruz outro lote, de 79,5 mil m², para infraestrutura pública, de acordo com o jornal. A autorização oficial foi entregue em 30 de junho, segundo o Correio, que cita A Gazeta.

A área fica no Parque Industrial de Aracruz, perto da fábrica da Suzano, e integra a zona de influência do Parklog/ES, programa estadual de infraestrutura logística e industrial, segundo a Economic News Brasil.

Contexto

Segundo a CNN Brasil, será a primeira fábrica de automóveis da história do Espírito Santo e a primeira do país preparada para produzir veículos elétricos, híbridos e a combustão numa mesma plataforma. O primeiro modelo confirmado é o SUV elétrico Ora 5. A montagem seguirá o regime peça a peça, com meta de 35% de índice de localização em 2026 e 60% em três anos, de acordo com a CNN Brasil.

Na primeira etapa, a produção será voltada ao mercado brasileiro; depois, a unidade deve servir de plataforma de exportação para Argentina, Chile, Colômbia, México e Uruguai, segundo a Economic News Brasil. Jason Zhang, diretor de Relações Governamentais da GWM China, disse à Tribuna Online que a empresa estuda ampliar o complexo com investimentos na mobilidade elétrica, incluindo uma possível unidade de baterias.

Fornecedores e equipe de implantação

Segundo a Tribuna Online, em reportagem de 27 de julho, representantes da GWM informaram que a empresa já mapeia companhias capixabas de engenharia, construção e outros segmentos industriais com capacidade técnica para a obra e para a operação. A definição de toda a cadeia de suprimentos, porém, continua com a matriz chinesa, de acordo com o jornal. Em junho, empresários afirmaram à Tribuna Online que mais de uma empresa pode participar da construção.

Em 27 de agosto, a Tribuna Online noticiou que a GWM abriu ao menos 12 vagas para as primeiras equipes da unidade, entre elas gerente sênior de engenharia, gerente de projetos, gerente de EHS e engenheiros civil, eletricista, mecânico, ambiental, de proteção contra incêndio e de controle de custos.

O que a obra deve contratar

A lista abaixo é uma leitura do Radar Indústria sobre o que projetos desse porte costumam exigir; a GWM não divulgou pacotes de contratação.

  • Topografia, sondagem e estudos ambientais. São as etapas que a AutoData e a Prefeitura de Aracruz apontam como as próximas.
  • Supressão vegetal e terraplanagem. Em área de 1,7 milhão de m², a movimentação de terra tende a ser um dos primeiros contratos de grande valor.
  • Fundações e concreto. O volume estimado pela prefeitura, de até 350 mil toneladas de concreto, indica demanda relevante por estaqueamento, pisos industriais e centrais de concreto.
  • Estrutura metálica e cobertura. As até 70 mil toneladas de aço previstas costumam se traduzir em galpões de estamparia, armação e montagem, com fabricação e montagem de estruturas.
  • Cabine de pintura e utilidades. Plantas com pintura costumam exigir ar comprimido, climatização, água industrial e tratamento de efluentes; a prefeitura cita necessidade de gás, água e energia.
  • Subestação e elétrica industrial. Linhas automatizadas de soldagem e estamparia demandam subestação própria, distribuição de média tensão e iluminação de grandes vãos.
  • Montagem de linhas e automação. Prensas, robôs e transportadores costumam vir com o fornecedor do equipamento, com subcontratação local de montagem eletromecânica.

Prazos e próximos passos

EtapaData
Termo de compromisso assinado na Chinajaneiro de 2026 (AutoData)
Decreto 125-S de utilidade pública do terreno, assinado por Renato Casagrande26 de janeiro de 2026 (AutoData)
Doação aprovada na Assembleia29 de junho de 2026 (Correio)
Lançamento oficial30 de junho de 2026 (CNN Brasil)
Início das obrasprevisto para 2026, sem mês definido (Tribuna Online)
Início da operação2029, com possibilidade de antecipação (Tribuna Online)
Possível expansãoa partir de 2030 (Correio)

Em reportagem de 4 de agosto, a Economic News Brasil registrou que o projeto ainda depende de licenciamento ambiental, estudos de solo, terraplanagem e construção das instalações. Em 27 de julho, a Tribuna Online descreveu o empreendimento como em fase inicial de trâmites junto aos órgãos reguladores. Até a data desta matéria, as fontes consultadas não informam emissão de licença ambiental nem o nome de construtora contratada.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
GWM (Great Wall Motors)
Local
Aracruz, ES
Valor
não divulgado
Fase
Anúncio
Previsão
inauguração prevista para 2029
Anunciado em
30 de junho de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

Com doação do terreno aprovada e equipe de engenharia sendo contratada, a GWM entra na fase de estudos e licenciamento, que costuma abrir as primeiras concorrências de topografia, sondagem, supressão e terraplanagem. A cadeia de suprimentos é definida pela matriz chinesa, então o caminho para o fornecedor local tende a ser a subcontratação e o cadastro junto à equipe de implantação. Os volumes de até 350 mil toneladas de concreto e 70 mil de aço indicam espaço para fundações, estrutura metálica e montagem eletromecânica.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Topografia, sondagem e estudos ambientais
  • Supressão vegetal, terraplanagem e fundações
  • Estrutura metálica e cobertura de galpões
  • Utilidades industriais e tratamento de efluentes
  • Subestação e elétrica industrial
  • Montagem de linhas e automação

Janela: Obra entre 2026 e 2029; terraplanagem e estrutura primeiro.

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