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Prati-Donaduzzi anuncia R$ 1 bilhão e fábrica para 5 bilhões de doses em Toledo

A Sólidos 5, no Biopark, terá 10 linhas de produção, deve elevar em 30% o volume da farmacêutica e criar 500 empregos diretos.

Monochrome close-up of assorted blister packs with pills, highlighting pharmaceutical packaging.
Imagem ilustrativa. Foto: freestocks.org / Pexels
Por Redação Radar IndústriaPublicado em · fato divulgado em 22 de setembro de 20265 min de leitura

A farmacêutica Prati-Donaduzzi anunciou um ciclo de investimentos de R$ 1 bilhão que tem como projeto principal uma nova fábrica de medicamentos sólidos, batizada de Sólidos 5, no Biopark, parque tecnológico de Toledo, no oeste do Paraná, segundo reportagem da Exame de 22 de setembro de 2026. O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Eder Maffissoni, durante as comemorações de 10 anos do Biopark. De acordo com a Tribuna do Paraná, as obras devem começar nos próximos meses, e a conclusão está estimada em cerca de três anos.

A Economic News Brasil, que também cobriu o anúncio, ressalta que o valor de R$ 1 bilhão se refere ao ciclo de investimentos dos próximos anos e não foi apresentado pela empresa como custo exclusivo da nova planta.

O projeto em números

ItemValor
Ciclo de investimentosR$ 1 bilhão, cerca de 40% do faturamento de 2025 (Exame)
Capacidade da Sólidos 55 bilhões de doses por ano (Exame)
Linhas de produção10 (Exame)
Aumento de volume30% sobre a produção atual (Exame)
Empregos diretos500 (Exame)
Área da unidadecerca de 26 mil m² (Portal Uai)
Prazo de obracerca de três anos (Tribuna do Paraná)
Centro de distribuição já existente no Biopark14 mil m² e 17,5 mil posições de pallets (Economic News Brasil, com base em documentos da empresa)

Contexto

Fundada em 1993, a Prati-Donaduzzi cresceu sobretudo com medicamentos genéricos e ganhou escala depois da Lei dos Genéricos, de 1999, segundo a Exame. A empresa faturou R$ 2,5 bilhões em 2025 e concentra produção, desenvolvimento e distribuição em Toledo. Nos últimos anos, de acordo com a Exame, passou a investir também em medicamentos de referência, nutracêuticos e produtos para o sistema nervoso central. Segundo o cofundador Luiz Donaduzzi, em declaração à Tribuna do Paraná, a farmacêutica tem quase 6 mil funcionários.

A escolha do Biopark tem razão prática. A área industrial atual em Toledo está ocupada, informou a Exame, e Luiz Donaduzzi disse à Tribuna do Paraná que o terreno para a expansão já está garantido. A Economic News Brasil esclarece que a empresa não vai transferir o parque fabril atual: a nova unidade soma capacidade, e o centro de distribuição que a Prati já mantém no Biopark vai receber parte da produção.

O Biopark foi criado em 2016 por Carmen e Luiz Donaduzzi, fundadores da farmacêutica. Segundo o Baguete, em reportagem de 9 de outubro de 2026, o parque ocupa mais de 5 milhões de metros quadrados, reúne mais de 170 empresas, tem meta de passar de 500 e projeta investimento de cerca de R$ 1,5 bilhão na próxima década. O Portal Uai informa que os fundadores destinaram R$ 512 milhões de recursos próprios ao parque desde 2016 e que, em 2026, os mantenedores aportaram R$ 100 milhões, além de cerca de R$ 36 milhões em captações externas.

A fábrica também faz parte do plano de internacionalização. Segundo a Exame, a empresa exporta para os Estados Unidos há mais de uma década no modelo de marca própria para terceiros e, em 2024, começou a vender lá um produto próprio da linha de nutracêuticos. A meta de longo prazo é chegar a 50 países em 15 anos. A Economic News Brasil acrescenta que a demanda externa vai definir quanto da nova planta atenderá operações fora do país.

O mercado de genéricos segue em alta. Segundo a PróGenéricos, com dados da IQVIA, divulgados pelo Conselho Federal de Farmácia em fevereiro de 2026, o setor vendeu cerca de 2,36 bilhões de unidades em 2025, crescimento de 8,33% sobre 2024.

Infraestrutura de acesso

O governo do Paraná anunciou em janeiro de 2026 R$ 85 milhões para o Eixão do Desenvolvimento, via de cerca de 8 km e 30 metros de largura entre a BR-163 e a região do Biopark, segundo a Agência Estadual de Notícias. Os recursos serão repassados ao município de Toledo, que vai executar a obra. Na cerimônia dos 10 anos do parque, a Tribuna do Paraná registrou a autorização das obras com valor estimado em R$ 113 milhões; as fontes não explicam a diferença entre os dois números.

No mesmo evento, o vice-governador Darci Piana afirmou que o investimento de R$ 1 bilhão fará com que, em cinco anos, haja mais 2,2 mil profissionais atuando, segundo a Tribuna do Paraná. A reportagem não esclarece se a projeção se refere apenas à nova fábrica.

O que a obra deve contratar

  • Projeto e engenharia. Fábricas farmacêuticas de sólidos orais costumam exigir projeto conceitual e executivo alinhado às boas práticas de fabricação da Anvisa, com fluxos separados de pessoas, materiais e resíduos.
  • Obra civil industrial. Uma unidade de cerca de 26 mil m² tende a demandar terraplanagem, fundações, estrutura e cobertura, além de pisos e acabamentos sanitários próprios para áreas limpas.
  • Salas limpas e HVAC. Projetos desse tipo costumam exigir sistemas de ar com filtragem, controle de pressão entre salas, temperatura e umidade, além de coleta de pó nas etapas de pesagem, granulação e compressão.
  • Utilidades. É comum a demanda por água purificada, ar comprimido isento de óleo, vapor, caldeiras ou geração de água quente e tratamento de efluentes.
  • Elétrica e automação. Dez linhas de produção indicam subestação, distribuição de média e baixa tensão, painéis e integração de sistemas de controle e supervisão.
  • Montagem e qualificação. Linhas farmacêuticas costumam passar por montagem mecânica, instalação de equipamentos e etapas de qualificação e validação antes da operação comercial.
  • Manutenção após a partida. Com a operação, abrem-se contratos recorrentes de manutenção de HVAC, utilidades e equipamentos de processo.

Prazos e próximos passos

EtapaPrevisão
Anúncio do investimento22 de setembro de 2026 (Exame)
Início das obrasnos próximos meses (Tribuna do Paraná, 29 de setembro de 2026)
Conclusão da fábricacerca de três anos (Tribuna do Paraná)
Eixão do Desenvolvimentoobras autorizadas, sem data de entrega divulgada (Tribuna do Paraná)

A empresa não divulgou, nas fontes consultadas, o cronograma de licenças, a construtora escolhida nem o calendário de contratação das obras.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Prati-Donaduzzi
Local
Toledo, PR
Valor
R$ 1 bi
Fase
Anúncio
Previsão
não informada
Anunciado em
22 de setembro de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

Fábrica de sólidos orais exige salas limpas, controle de pó e de umidade, HVAC com qualificação e utilidades farmacêuticas, pacotes que costumam ir para integradores especializados. Com obra prevista para começar nos próximos meses e cerca de três anos de execução, a fase agora é de projeto e escolha de construtora. Fornecedores do eixo Cascavel e Toledo têm vantagem de proximidade para obra e para a manutenção depois da partida.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Obra civil industrial e acabamentos para áreas limpas
  • HVAC farmacêutico, salas limpas e coleta de pó
  • Utilidades: água purificada, ar comprimido isento de óleo e vapor
  • Subestação, elétrica e automação de linhas
  • Montagem, qualificação e validação de equipamentos
  • Manutenção industrial após a partida

Janela: Fase de projeto e contratação da obra; o momento de se apresentar à engenharia da empresa é agora.

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