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Tellescom vai construir fábrica de semicondutores em Cachoeirinha (RS) com R$ 1 bilhão

Projeto no Rio Grande do Sul prevê fábrica de encapsulamento e testes de chips para os setores automotivo, de IoT e de comunicação sem fio, pendente de aprovação do BNDES e da Finep.

State-of-the-art laboratory machinery and equipment in an industrial research environment.
Imagem ilustrativa. Foto: Ludovic Delot / Pexels
Por Redação Radar IndústriaPublicado em · fato divulgado em 11 de janeiro de 20263 min de leitura

A Tellescom pretende investir cerca de R$ 1 bilhão (US$ 170 milhões) na construção de uma nova fábrica de encapsulamento e testes de semicondutores em Cachoeirinha, na região metropolitana de Porto Alegre, segundo reportagem do Jornal do Comércio publicada em 11 de janeiro de 2026. O projeto, anunciado em carta de intenção com o governo do Rio Grande do Sul em junho de 2025, ainda depende da aprovação de financiamento pela Finep e pelo BNDES para avançar.

O projeto em números

ItemDado
InvestimentoR$ 1 bilhão (US$ 170 milhões)
Localterreno público da antiga Cientec, no distrito industrial de Cachoeirinha
Produtoencapsulamento e testes de chips para os setores automotivo, de IoT e de comunicação sem fio
Empregos estimadoscerca de 1.000 diretos e 3.000 indiretos, segundo estimativas divulgadas
Status do financiamentopendente de aprovação da Finep e do BNDES

Fonte: Jornal do Comércio.

Contexto

A fábrica da Tellescom se insere em um movimento maior do Rio Grande do Sul para atrair indústria de semicondutores. Segundo reportagem da Teletime de 20 de outubro de 2025, o estado projeta receber quatro fábricas de chips até 2029, construídas na mesma área ao longo da próxima década, com a primeira unidade podendo operar em formato alternativo já a partir de 2026 enquanto a planta definitiva avança. Separadamente, a catarinense Chipus Microeletrônica, que atua em projeto de circuitos integrados, também assinou acordo de cooperação com o governo gaúcho para instalar um centro de pesquisa e desenvolvimento no estado, com um plano de expansão de cinco anos estimado em R$ 250 milhões anunciado em outubro de 2025.

O terreno escolhido para a planta da Tellescom pertenceu à Fundação Estadual de Ciência e Tecnologia (Cientec), ao lado do distrito industrial de Cachoeirinha, o que facilita a liberação da área pelo governo estadual para o projeto.

O projeto também se conecta à Política Nacional de Semicondutores do governo federal, que amplia linhas de incentivo e financiamento para a cadeia de chips no país. Segundo reportagem do Jornal do Comércio de novembro de 2025, essa política tem atraído uma série de investimentos bilionários para o Rio Grande do Sul, com a Tellescom entre os projetos citados pela reportagem como parte desse movimento.

O que a obra deve contratar

  • Salas limpas e climatização de precisão. A fabricação de semicondutores exige ambientes controlados contra partículas e variação de temperatura e umidade.
  • Infraestrutura elétrica de alta estabilidade. Linhas de encapsulamento de chips demandam fornecimento de energia sem interrupções nem oscilações.
  • Gases especiais e ar comprimido industrial. Processos de testes e encapsulamento de semicondutores usam gases de alta pureza e sistemas de ar comprimido dedicados.
  • Obra civil com controle de vibração. Equipamentos de precisão para teste de chips costumam exigir fundações e lajes que isolem vibrações externas.
  • Automação e controle de processo. A linha de encapsulamento e testes deve depender de automação intensiva para garantir repetibilidade.
  • Sistemas de tratamento de efluentes e segurança industrial. Processos químicos de teste e encapsulamento de chips exigem rotinas de descarte e segurança dedicadas.

Prazos e próximos passos

EtapaPrazo
Carta de intenção com o governo do RSjunho de 2025
Aprovação de financiamento (Finep/BNDES)sem data divulgada
Operação em formato alternativopossível a partir de 2026
Unidade definitivaprevista dentro do plano estadual de quatro fábricas até 2029

A aprovação do financiamento pela Finep e pelo BNDES é o gargalo que define se a obra sai do papel ainda neste ciclo. Fornecedores de engenharia que atendem a indústria de semicondutores (salas limpas, climatização de precisão, infraestrutura elétrica de alta estabilidade) devem acompanhar esse calendário de perto, já que o Rio Grande do Sul sinaliza um polo de até quatro fábricas de chips na mesma área ao longo da próxima década, o que amplia a janela de contratação muito além desta única unidade. A carteira do Mapa de obras no Rio Grande do Sul reúne outros projetos industriais do estado.

Outras novas fábricas no Rio Grande do Sul

Além da Tellescom, a Chipus Microeletrônica também projeta um centro de pesquisa e desenvolvimento em semicondutores no estado, com um plano de R$ 250 milhões em cinco anos, parte do mesmo movimento para atrair a cadeia de chips ao Rio Grande do Sul.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Tellescom
Local
Cachoeirinha (RS), RS
Valor
R$ 1 bilhão (US$ 170 milhões)
Fase
Anúncio
Previsão
carta de intenção assinada em junho de 2025; pendente aprovação de financiamento pela Finep e pelo BNDES, sem data divulgada
Anunciado em
11 de janeiro de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

A aprovação do financiamento pela Finep e pelo BNDES é o fator que decide se a obra sai do papel neste ciclo, e não há data divulgada para essa decisão. Ainda assim, o Rio Grande do Sul sinaliza a intenção de formar um polo de até quatro fábricas de semicondutores na mesma área ao longo da próxima década, o que sugere que a demanda por fornecedores especializados em salas limpas, climatização de precisão e infraestrutura elétrica de alta estabilidade deve se estender além desta unidade específica, conforme cada nova planta avançar.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Salas limpas e climatização de precisão
  • Infraestrutura elétrica de alta estabilidade
  • Gases especiais e ar comprimido industrial
  • Obra civil com controle de vibração
  • Automação e controle de processo

Janela: Depende da aprovação de financiamento pela Finep e pelo BNDES, sem data divulgada; operação em formato alternativo pode começar já em 2026, com a unidade definitiva dentro do plano estadual até 2029.

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