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Votorantim Cimentos investe R$ 260 milhões em nova linha de moagem em Xambioá

A fábrica no Tocantins vai a 1,5 milhão de toneladas por ano a partir de julho de 2028.

A large industrial crane working with silos at a modern cement plant under cloudy skies.
Imagem ilustrativa. Foto: Mike van Schoonderwalt / Pexels
Por Redação Radar IndústriaPublicado em · fato divulgado em 17 de julho de 20264 min de leitura

A Votorantim Cimentos vai investir R$ 260 milhões na fábrica de Xambioá, no norte do Tocantins, para instalar uma nova linha de moagem de cimento, segundo a Giro News e o Conexão Tocantins, que noticiaram o anúncio em 16 e 17 de julho de 2026. A nova linha soma 500 mil toneladas à capacidade anual, e a unidade passa a produzir 1,5 milhão de toneladas de cimento por ano a partir de julho de 2028, de acordo com as duas publicações.

O projeto em números

ItemValor
InvestimentoR$ 260 milhões (Giro News e Conexão Tocantins)
Capacidade adicionada500 mil toneladas por ano (Giro News)
Capacidade total após a obra1,5 milhão de toneladas por ano (Giro News)
Início da nova capacidadejulho de 2028 (Giro News)
Empregos diretos atuais da fábricacerca de 230 (Conexão Tocantins)
Combustível vindo de resíduos e biomassa60% (Conexão Tocantins)
Ano de inauguração da fábrica2009 (Giro News)
Programa de investimentos da empresaR$ 5 bilhões entre 2024 e 2028, com R$ 3,1 bilhões já em execução (Giro News)

Contexto

A fábrica de Xambioá produz os cimentos das marcas Poty e Tocantins e abastece Tocantins, Pará e Maranhão, segundo a Giro News. De acordo com o Conexão Tocantins, 60% do combustível usado na produção já vem de resíduos e biomassa, que substituem o coque de petróleo e reduzem as emissões de gás carbônico da unidade. O CEO global da Votorantim Cimentos, Osvaldo Ayres Filho, afirmou que a fábrica já é referência para os clientes e para o mercado da região Norte.

A ampliação avança junto com a modernização, já em andamento, do forno de clínquer da unidade. O Conexão Tocantins informa ainda que a empresa estuda duplicar a produção de clínquer em Xambioá, com previsão para 2030, ampliar o calcário agrícola da marca Viter e desenvolver um cimento com menor emissão.

O investimento faz parte do plano de R$ 5 bilhões anunciado em janeiro de 2024 para o período até 2028, segundo o portal Nosso Meio. Em fevereiro de 2026, o veículo listou as frentes do plano, que somam 3,7 milhões de toneladas por ano de capacidade adicional no país:

  • Edealina, Goiás. Nova linha de moagem que dobra a capacidade para 2 milhões de toneladas por ano, com operação prevista para abril de 2026, e fábrica de argamassas de 300 mil toneladas por ano para meados de 2027.
  • Nobres, Mato Grosso. Nova moagem para levar a capacidade a 1,2 milhão de toneladas por ano e calcário agrícola a 900 mil toneladas, com obras previstas para agosto de 2026.
  • Esteio, Rio Grande do Sul, e Laranjeiras, Sergipe. Religação de moinhos de cimento que estavam parados.
  • Salto de Pirapora, São Paulo. Aumento de capacidade já concluído.
  • Xambioá, Tocantins. Modernização do forno, agora acompanhada da nova moagem.

Parte do plano tem crédito público. Em abril de 2026, o BNDES aprovou R$ 402,9 milhões para a Votorantim Cimentos pelo programa BNDES Mais Inovação, sendo R$ 380 milhões em limite de crédito para máquinas, equipamentos e serviços tecnológicos, segundo a Agência iNFRA. Os recursos também cobrem sistemas de informática e automação, de acordo com o veículo.

O mercado de cimento ajuda a explicar o movimento. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), citado pela Agência iNFRA, o país vendeu 45 milhões de toneladas de janeiro a agosto de 2026, alta de 1,8% sobre o mesmo período de 2025. Em julho, Norte e Nordeste tiveram o crescimento mais expressivo do país, enquanto as demais regiões ficaram estáveis, informou o SNIC na mesma agência. A entidade atribui parte da demanda ao Minha Casa, Minha Vida e aponta os juros altos como ponto de cautela.

O que a obra deve contratar

As fontes não informam fornecedores de equipamento, construtora nem número de empregos na obra. Novas linhas de moagem em fábricas de cimento em operação costumam exigir:

  • Fundações e obra civil pesada. Moinhos de cimento costumam pedir blocos de fundação de grande massa, prédio de moagem e silos de concreto para o produto.
  • Montagem eletromecânica do moinho. A montagem do moinho, do separador dinâmico e dos redutores costuma ser feita por equipes especializadas, com supervisão do fabricante.
  • Transportadores e elevadores. Correias, elevadores de canecas e transporte pneumático ligam a moagem aos silos e à expedição.
  • Filtros e despoeiramento. Filtros de mangas e dutos costumam ser exigidos para atender ao licenciamento ambiental.
  • Elétrica e automação. Subestação ou ampliação da existente, salas elétricas, acionamentos de média tensão e integração ao sistema de controle da fábrica.
  • Ensacadeiras e expedição. Mais capacidade costuma pedir ampliação de ensacamento, paletização e carregamento a granel.
  • Manutenção industrial. Paradas programadas do forno e da moagem geram contratos recorrentes de caldeiraria, refratário e mecânica.

Prazos e próximos passos

EtapaData
Anúncio do plano de R$ 5 bilhõesjaneiro de 2024 (Nosso Meio)
Crédito do BNDES para o planoabril de 2026 (Agência iNFRA)
Anúncio da nova moagem em Xambioájulho de 2026 (Conexão Tocantins)
Início da nova capacidadejulho de 2028 (Giro News)
Possível duplicação do clínquer2030, em estudo (Conexão Tocantins)

As fontes não informam o cronograma por etapa nem a situação das licenças ambientais. A duplicação do clínquer é, por ora, um estudo, sem investimento anunciado.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Votorantim Cimentos
Local
Xambioá, TO
Valor
R$ 260 mi
Fase
Anúncio
Previsão
julho de 2028
Anunciado em
17 de julho de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

Linha de moagem nova dentro de fábrica de cimento em operação envolve fundações pesadas, montagem de moinho e separador, transportadores, filtros de mangas e elétrica de média tensão, tudo sem parar a produção. O plano de R$ 5 bilhões da empresa tem frentes parecidas em Goiás, Mato Grosso, Sergipe e Rio Grande do Sul, e parte tem crédito do BNDES. No norte do Tocantins, mão de obra qualificada é escassa, o que favorece quem leva equipe montada.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Fundações e obra civil pesada
  • Montagem de moinho, separador e transportadores
  • Filtros de mangas e despoeiramento
  • Elétrica de média tensão e automação
  • Ensacamento e expedição
  • Manutenção industrial em cimenteira

Janela: Obra até meados de 2028.

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