WEG eleva para R$ 330 milhões a fábrica de baterias em Itajaí e dobra a capacidade prevista
A unidade de sistemas de armazenamento de energia agora mira 4 GWh por ano e deve começar a operar no segundo semestre de 2027.

A WEG elevou para R$ 330 milhões o investimento estimado na fábrica de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) que está construindo em Itajaí, em Santa Catarina, e dobrou a capacidade prevista para 4 GWh por ano, segundo reportagem da Reuters publicada pelo InfoMoney em 25 de setembro de 2026. O início das operações continua previsto para o segundo semestre de 2027. No anúncio original, de 4 de fevereiro de 2026, a unidade teria até 2 GWh anuais e R$ 280 milhões, informou o Times Brasil.
A revisão chega a pouco mais de dois meses do primeiro leilão de armazenamento em baterias do país, marcado para dezembro de 2026, e a WEG ligou as duas coisas em comunicado aos acionistas, de acordo com o Times Brasil.
O projeto em números
| Item | Valor |
|---|---|
| Investimento no projeto original | R$ 280 milhões, financiados pelo BNDES (Poder360) |
| Investimento revisado | R$ 330 milhões, cerca de 18% a mais (Times Brasil) |
| Capacidade no projeto original | até 2 GWh por ano, o equivalente a 400 sistemas de 5 MWh (Poder360) |
| Capacidade revisada | 4 GWh por ano (InfoMoney e Canal Solar) |
| Empregos diretos | cerca de 90, previsão do projeto original (Times Brasil) |
| Início das operações | segundo semestre de 2027 (InfoMoney) |
Contexto
O financiamento de R$ 280 milhões foi aprovado pelo BNDES em 4 de fevereiro de 2026, dentro do programa BNDES Mais Inovação, segundo o Poder360. Foi o primeiro projeto aprovado na chamada pública conjunta do BNDES com a Finep para transformação de minerais estratégicos ligados à transição energética. O Times Brasil informa que a empresa não detalhou a origem dos R$ 50 milhões adicionais.
Pelo desenho original, a fábrica teria linhas de montagem automáticas e semiautomáticas, robôs móveis autônomos para a logística interna, laboratório de testes e desenvolvimento e subestação elétrica própria, de acordo com o Times Brasil e o Poder360. O Poder360 acrescenta que a unidade vai introduzir no Brasil a arquitetura cell to pack, em que as células são integradas diretamente aos módulos finais, e que a WEG usará apenas células novas de íon-lítio, estudando no futuro o reaproveitamento de baterias de segunda vida.
A WEG atribuiu a ampliação a um projeto atualizado com mais automação e ganhos de eficiência industrial, o que permite produzir mais sem mudar o cronograma, segundo o Canal Solar e o Times Brasil. Manfred Peter Johann, vice-presidente de Automação e Sistemas da WEG, disse ao Canal Solar que o mercado de armazenamento vive forte expansão, puxado pelo crescimento das fontes renováveis. Na aprovação do crédito, o presidente da WEG, Alberto Kuba, afirmou ao Poder360 que o projeto reduz a dependência tecnológica externa em um segmento estratégico.
A empresa tem porte para o investimento. Segundo o Suno, a WEG fechou 2025 com receita operacional líquida de R$ 40,8 bilhões, alta de 7,4% sobre 2024, e lucro líquido de R$ 6,38 bilhões.
O leilão que puxa a demanda
O primeiro Leilão de Reserva de Capacidade de Armazenamento foi criado pela Portaria Normativa nº 136 do Ministério de Minas e Energia, de 1º de junho de 2026, segundo a eixos. A disputa foi dividida em dois certames: em 2 de dezembro, só para projetos com conteúdo nacional mínimo, conforme regras de credenciamento ligadas ao BNDES, e em 4 de dezembro, aberto a equipamentos de qualquer origem, de acordo com o InvestNews.
- Contrato. Segundo o Times Brasil e a eixos, os contratos terão 15 anos, com fornecimento a partir de 1º de agosto de 2028.
- Porte mínimo. Cada projeto precisa oferecer ao menos 30 MW, com descarga de quatro horas, segundo o Times Brasil.
- Remuneração. Os vencedores recebem receita fixa anual, paga em 12 parcelas e ajustada pelo desempenho operacional, de acordo com o mesmo veículo.
- Procura recorde. A Empresa de Pesquisa Energética recebeu 6.091 projetos cadastrados, com 296,81 GW, o maior volume já registrado num leilão do setor elétrico, informou o InvestNews em 4 de agosto de 2026. O governo pretende contratar de 2 GW a 5 GW, segundo a mesma reportagem.
O certame com exigência de conteúdo nacional é o ponto que interessa diretamente a um fabricante instalado no país como a WEG, já que as regras de credenciamento do BNDES definem quais equipamentos se qualificam.
O que a obra deve contratar
- Obra civil e galpão. Fábricas de montagem de sistemas de baterias costumam exigir galpão de estrutura metálica, piso industrial de alta resistência e áreas de expedição para contêineres de grande porte.
- Climatização e controle de umidade. Linhas que manuseiam células de íon-lítio tendem a demandar controle de temperatura e de umidade em parte do processo.
- Combate a incêndio específico. Projetos com estoque de células de lítio costumam exigir detecção precoce, sistemas de supressão e compartimentação adequados ao risco.
- Subestação e elétrica. A subestação própria prevista no projeto, segundo o Times Brasil, indica serviços de média e baixa tensão, painéis e aterramento.
- Automação e intralogística. Linhas automáticas e robôs móveis costumam exigir integração de sistemas, redes industriais e adequação de piso e sinalização.
- Laboratório de testes. Bancadas de ensaio de sistemas de energia tendem a pedir infraestrutura elétrica dedicada e exaustão.
- Manutenção após a partida. Com a operação, abrem-se contratos de manutenção predial, de utilidades e de equipamentos automatizados.
Prazos e próximos passos
| Etapa | Data |
|---|---|
| Aprovação do crédito do BNDES e anúncio da fábrica | 4 de fevereiro de 2026 |
| Portaria do leilão de armazenamento | 1º de junho de 2026 |
| Revisão para R$ 330 milhões e 4 GWh | 25 de setembro de 2026 |
| Leilão com conteúdo nacional | 2 de dezembro de 2026 |
| Leilão aberto | 4 de dezembro de 2026 |
| Início das operações da fábrica | segundo semestre de 2027 |
| Início do fornecimento dos contratos do leilão | 1º de agosto de 2028 |
A fábrica está em construção em Itajaí, segundo o InfoMoney e o Canal Solar. As fontes consultadas não informam a construtora responsável nem o calendário de contratação das instalações.
- Empresa
- WEG
- Local
- Itajaí, SC
- Valor
- R$ 330 mi
- Fase
- Anúncio
- Previsão
- início das operações no segundo semestre de 2027
- Anunciado em
- 25 de setembro de 2026
O que isso significa para quem vende para a indústria
Fábrica de baterias exige ambiente com controle de umidade em parte do processo, combate a incêndio específico para lítio, subestação própria e muita automação. Com a obra em andamento e operação no segundo semestre de 2027, os pacotes de instalações e utilidades devem ser contratados ao longo de 2026 e do começo de 2027. O leilão de dezembro pode acelerar a demanda e o polo industrial de Santa Catarina favorece fornecedores da região.
Serviços que o projeto tende a contratar:
- Obra civil e estrutura de galpão
- Climatização e controle de umidade
- Detecção e supressão de incêndio para baterias de lítio
- Subestação e elétrica de média e baixa tensão
- Automação, redes industriais e intralogística
Janela: Contratação em 2026 para operação no 2º semestre de 2027.
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- WEG amplia aportes e capacidade produtiva prevista para nova fábrica de baterias, InfoMoney, 25 de setembro de 2026
- WEG amplia fábrica de baterias em Santa Catarina e dobra produção anual com aporte 18% maior antes de leilão em dezembro, Times Brasil, 25 de setembro de 2026
- Nova fábrica de BESS da WEG terá capacidade de 4 GWh por ano, Canal Solar, 29 de setembro de 2026
- BNDES financia fábrica de baterias da WEG com R$ 280 milhões, Poder360, 5 de fevereiro de 2026
- Chegou a hora de estocar vento no Brasil, eixos, 3 de junho de 2026
- Primeiro leilão de megabaterias recebe 6 mil projetos e bate recorde no setor elétrico, InvestNews, 4 de agosto de 2026
- WEG (WEGE3) fecha 2025 com lucro líquido de R$ 6,38 bilhões, aumento anual de 5,5%, Suno, 25 de fevereiro de 2026
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