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Mineração · RJ

Cedro recebe licença e inicia obra de porto de R$ 3,6 bi em Itaguaí (RJ)

Terminal de minério de ferro liga o Quadrilátero Ferrífero ao litoral fluminense e deve gerar 3 mil empregos durante os 3 anos de obra.

View of a bustling shipyard with cranes and ships under a clear blue sky.
Imagem ilustrativa. Foto: paul / Pexels
Por Redação Radar IndústriaPublicado em · fato divulgado em 13 de outubro de 20264 min de leitura

A Cedro Participações recebeu, em 13 de outubro de 2026, a Licença Ambiental Integrada do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para construir o Porto do Meio, terminal dedicado à exportação de minério de ferro em Itaguaí (RJ), orçado em R$ 3,6 bilhões, segundo reportagem do Click Petróleo e Gás baseada em dados da própria empresa. Com a licença em mãos, a companhia inicia a contratação das obras, que devem durar cerca de três anos, de acordo com o Diário do Comércio. O terminal vai operar entre as instalações da Vale e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), na região portuária de Itaguaí, na Baía de Sepetiba.

O projeto em números

ItemDado
InvestimentoR$ 3,6 bilhões
Capacidade inicialaté 15 milhões de toneladas de minério de ferro por ano
Capacidade futuraaté 24 milhões de toneladas por ano, segundo o Diário do Comércio
Empregos na construçãocerca de 3 mil diretos e indiretos no pico da obra
Empregos permanentes256 na fase de operação
Prazo de obracerca de 3 anos após a contratação
Licença ambientalconcedida pelo Inea em 13 de outubro de 2026

Fontes: Click Petróleo e Gás e Diário do Comércio.

Contexto

A Cedro Participações venceu a concessão da área portuária, batizada de ITG02, em leilão federal realizado em dezembro de 2024, e assinou o contrato de arrendamento por 35 anos em fevereiro de 2025, segundo o Jornal Atual, de Itaguaí. O projeto é a porta de saída de minério de ferro de outro investimento da própria Cedro: a ampliação da mina em Mariana (MG), de 2,5 milhões para 10 milhões de toneladas por ano, orçada em R$ 3,5 bilhões e também já com licença de instalação e operação, segundo reportagem anterior do Radar Indústria sobre o setor de mineração. A Cedro Mineração produz hoje cerca de 7,5 milhões de toneladas por ano e projeta chegar a 15 milhões em 2030 e 20 milhões em 2032, de acordo com o Diário do Comércio.

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A mina de Mariana recebeu licença de instalação e operação do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) em 25 de setembro de 2026, após quase três anos de processo de licenciamento, segundo o jornal Itatiaia. O projeto vai elevar a produção de minério bruto de 2,5 milhões para 10 milhões de toneladas por ano, com foco em pellet feed de alto teor, insumo de baixa impureza usado na redução direta do aço, tecnologia que pode reduzir em até 50% as emissões de carbono em relação ao alto-forno tradicional, de acordo com a mesma reportagem. A operação em Mariana deve gerar mais de mil empregos diretos e indiretos, com vida útil estimada em até 20 anos, e vai usar empilhamento e filtragem a seco dos rejeitos, sem barragem, além de reaproveitar 85% da água do processo, segundo o Itatiaia.

O terminal terá conexão ferroviária com a malha da MRS Logística, ligando a produção de minério do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, ao litoral fluminense. Um projeto complementar, o ramal ferroviário Serra Azul, de 26 km e orçado em US$ 400 milhões, deve conectar outras mineradoras da região à mesma malha, com obras previstas a partir de 2029 e operação em 2032, segundo o Diário do Comércio. Apesar de o porto ter sido desenhado principalmente para atender à própria Cedro, a reportagem indica que o terminal pode eventualmente movimentar carga de outras mineradoras do Quadrilátero Ferrífero. Não há, até a conclusão desta apuração, notícia de desmentido ou contestação ambiental ou judicial ao projeto.

O que a obra deve contratar

  • Dragagem. Aprofundamento do canal de acesso e da bacia de evolução para operar navios graneleiros de grande porte.
  • Obra civil portuária e de atracação. Construção do píer, cais e estruturas de acostagem do terminal.
  • Pátio de estocagem de minério. Implantação da área de armazenagem e empilhamento do minério de ferro antes do embarque.
  • Montagem eletromecânica de equipamentos de carga. Instalação de correias transportadoras, empilhadeiras, recuperadoras e carregadores de navio.
  • Conexão ferroviária. Obras de integração com a malha da MRS Logística e, num segundo momento, com o ramal Serra Azul.
  • Gestão ambiental de obra. Cumprimento das condicionantes da Licença Ambiental Integrada ao longo dos três anos de construção.

Prazos e próximos passos

EtapaSituação
Leilão da concessão (área ITG02)dezembro de 2024
Contrato de arrendamento (35 anos)assinado em fevereiro de 2025
Licença Ambiental Integrada (Inea)concedida em 13 de outubro de 2026
Contratação das obrasinício logo após a licença
Duração da construçãocerca de 3 anos
Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Cedro Participações
Local
Itaguaí (RJ), RJ
Valor
R$ 3,6 bilhões
Fase
Licenciamento
Previsão
não informada
Anunciado em
13 de outubro de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

A obra combina duas frentes bem distintas: dragagem e obra civil portuária pesada no primeiro ano e meio, seguidas de montagem eletromecânica dos equipamentos de carga na reta final, antes da operação. A conexão ferroviária com a MRS é um segundo ciclo de contratação, que deve ganhar força quando o ramal Serra Azul avançar, já na virada da década. Como o porto nasce ligado ao mesmo grupo que expande a mina em Mariana, fornecedores que já atendem a Cedro em Minas Gerais têm vantagem de relacionamento para disputar os pacotes de obra no Rio de Janeiro.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Dragagem
  • Obra civil portuária e de atracação
  • Pátio de estocagem de minério
  • Montagem eletromecânica de equipamentos de carga
  • Conexão ferroviária
  • Gestão ambiental de obra

Janela: Contratação de obra civil e dragagem começa logo após a licença; montagem eletromecânica entra na reta final dos 3 anos de obra.

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