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Nissin levanta fábrica de R$ 1 bilhão em Ponta Grossa para exportar macarrão instantâneo

A unidade terá 68,2 mil m² de área construída e deve gerar mais de 550 empregos diretos na região dos Campos Gerais, segundo o governo do Paraná.

Water bottles being processed on an automated conveyor in a modern factory setting.
Imagem ilustrativa. Foto: Vladimir Srajber / Pexels
Por Redação Radar IndústriaPublicado em 4 min de leitura

O projeto em números

ItemDado
InvestimentoR$ 1 bilhão
LocalizaçãoKm 164 da PR-151, entre Ponta Grossa e Castro, Campos Gerais (PR)
Área total do terreno413,2 mil m²
Área construída68,2 mil m²
Empregos diretos previstosmais de 550
Produtosmacarrão instantâneo embalado e Cup Noodles
Conclusão da estrutura principalabril de 2027

Contexto

A Nissin Foods está erguendo sua terceira fábrica no Brasil em Ponta Grossa, no interior do Paraná, segundo informações da Secretaria da Fazenda do estado. A unidade ocupa um terreno de 413,2 mil metros quadrados às margens da PR-151, entre Ponta Grossa e Castro, na região dos Campos Gerais.

O governo paranaense afirma que o aporte da multinacional japonesa soma R$ 1 bilhão e integra a estratégia da companhia para ampliar a capacidade de produção de macarrão instantâneo no país. Segundo reportagem do portal ND+, a planta vai fabricar tanto o macarrão tradicional embalado em pacote quanto a versão em copo, os Cup Noodles, com parte da produção destinada à exportação.

De acordo com o ND+, a escolha de Ponta Grossa está ligada à proximidade de rodovias federais e dos portos do sul do país, o que a empresa espera usar para reduzir o tempo de transporte e acelerar tanto a distribuição no mercado interno quanto os embarques internacionais.

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A liberação da licença ambiental prévia para a obra partiu do governo do Paraná, segundo o Diário dos Campos, dentro do programa estadual Paraná Competitivo. Conforme a Secretaria da Fazenda, o programa já soma mais de 460 contratos firmados e atraiu acima de R$ 57 bilhões em investimentos privados ao estado nos últimos seis anos.

Como contrapartida à instalação, a prefeitura de Ponta Grossa concedeu à Nissin isenção de IPTU por 30 anos e desconto integral de ISS por dez anos, além de dispensa de taxas administrativas ligadas à obra, segundo o Diário dos Campos. O município também garantiu preferência de contratação para moradores da região nas vagas abertas pela fábrica.

A planta de Ponta Grossa será a terceira fábrica da Nissin no Brasil. Segundo reportagem do Times Brasil, publicada em agosto de 2026, a companhia japonesa opera no país desde 1981, quando entrou em funcionamento a unidade de Ibiúna (SP); uma segunda fábrica, em Glória do Goitá (PE), foi inaugurada em 2012. Em nota oficial de novembro de 2025, a própria Nissin se apresenta como líder do mercado brasileiro de macarrão instantâneo, posição também citada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Logística do Paraná (SEIC-PR) ao anunciar o investimento em Ponta Grossa.

O aporte se soma à lista de investimentos atraídos pelo Paraná Competitivo, programa estadual criado em 2011. Segundo o portal Maringá Mais, de julho de 2025, o programa atraiu R$ 57,9 bilhões em investimentos privados e fechou 467 contratos entre 2019 e 2025, com geração projetada de cerca de 51 mil empregos diretos. Entre os contratos recentes estão a fábrica de pneus da Linglong/XBRI, de R$ 6,7 bilhões, também em Ponta Grossa, e os projetos Puma e Puma II da Klabin, de cerca de R$ 13 bilhões, em Ortigueira.

O governo do estado acompanhou o avanço físico da obra em vistoria registrada pela Secretaria da Fazenda, com a presença do vice-governador e do secretário da Fazenda do Paraná, além do cônsul-geral do Japão em São Paulo, o que reforça o caráter estratégico do projeto para a relação comercial entre os dois países.

O que a obra deve contratar

  • Obra civil do galpão industrial. Fundações, estrutura e fechamento dos 68,2 mil m² de área construída que vão abrigar linhas de produção, armazenagem de insumos e áreas administrativas.
  • Tubulação sanitária em inox e sistemas CIP. As linhas de macarrão instantâneo e Cup Noodles exigem tubulação em aço inoxidável e sistemas de limpeza automatizada (CIP) para atender aos padrões sanitários da indústria de alimentos.
  • Climatização e exaustão industrial. Controle de temperatura e umidade nas áreas de processo e fritura, com sistemas de exaustão dedicados às linhas de produção de massas instantâneas.
  • Instalações elétricas e automação das linhas. Painéis de média e baixa tensão, instrumentação e controle de processo para as linhas de produção da planta.
  • Combate a incêndio. Sistema de sprinklers e hidrantes dimensionado para um galpão de grande porte com armazenagem de embalagens e óleo para fritura.
  • Montagem eletromecânica e comissionamento. Instalação e partida dos equipamentos de produção, embalagem e logística interna antes da entrada em operação da planta.

Prazos e próximos passos

EtapaSituação
Licença ambiental préviaconcedida pelo governo do Paraná, autorizando o início das obras
Obras civisem andamento, segundo a Secretaria da Fazenda do Paraná
Conclusão da estrutura principalprevista para abril de 2027, segundo apuração do ND+
Entrada em operaçãonão detalhada pelas fontes consultadas até a publicação desta matéria

O Radar Indústria vai acompanhar a liberação da licença de operação e o avanço físico da obra em Ponta Grossa.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Nissin Foods
Local
Ponta Grossa, PR
Valor
R$ 1 bilhão
Fase
Obras iniciadas
Previsão
Conclusão da estrutura principal prevista para abril de 2027
Anunciado em
15 de outubro de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

As fontes não dizem quem já foi contratado para a obra civil nem qual a ordem entre fundação, estrutura metálica e instalação das linhas importadas do Japão. Não detalham o fornecedor dos sistemas CIP e de climatização, área sensível para fábricas de alimentos. Como a conclusão da estrutura está marcada para abril de 2027, a fase de elétrica, automação e comissionamento das linhas deve se concentrar no segundo semestre de 2026 e início de 2027.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Obra civil do galpão industrial
  • Tubulação sanitária em inox e sistemas CIP
  • Climatização e exaustão industrial
  • Elétrica industrial e automação
  • Combate a incêndio
  • Montagem eletromecânica e comissionamento

Janela: Contratar agora, enquanto a obra civil ainda avança; a virada de 2026 para 2027 é a janela mais provável para elétrica industrial, automação, CIP e combate a incêndio, antes da entrada em operação.

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