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BNDES libera R$ 181,1 milhões para híbrido da Renault no Paraná

Crédito do Finem financia tecnologia híbrida plug-in flex na fábrica de São José dos Pinhais, dentro de ciclo de R$ 5,8 bilhões até 2027.

Mechanic working on engine assembly in a workshop, focusing on precision and craftsmanship.
Imagem ilustrativa. Foto: Auto Tech / Pexels
Por Redação Radar IndústriaPublicado em · fato divulgado em 14 de outubro de 20263 min de leitura

O BNDES aprovou, em 14 de outubro de 2026, um financiamento de R$ 181,1 milhões para a Renault Geely do Brasil desenvolver tecnologia de propulsão híbrida na fábrica de São José dos Pinhais (PR), segundo reportagem da AutoData. O crédito sai do produto BNDES Finem, dentro do programa BNDES Mais Inovação, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), destinados a digitalização, pesquisa e desenvolvimento tecnológico. O aporte integra um ciclo de investimentos de R$ 5,8 bilhões que a montadora planeja aplicar no Brasil entre 2025 e 2027, de acordo com a Automotive Business.

O projeto em números

ItemDado
Financiamento aprovadoR$ 181,1 milhões (BNDES Finem / BNDES Mais Inovação)
Fonte dos recursosFundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)
Ciclo total de investimento (2025-2027)R$ 5,8 bilhões
FábricaSão José dos Pinhais (PR)
Lançamento do modelo híbridoprevisto para 2027
Plataforma tecnológicamesma usada no Geely EX5

Fontes: AutoData e Automotive Business.

Contexto

O crédito vai financiar o desenvolvimento de uma tecnologia híbrida plug-in flex, aplicada numa futura versão eletrificada de um modelo da marca, sem nome oficialmente confirmado, segundo a Automotive Business. A reportagem especula que o projeto pode se tornar a segunda geração do Arkana, que seria o primeiro veículo da Renault no Brasil com motorização híbrida plug-in flex. Milton Trein, diretor financeiro da Renault Geely Brasil, afirmou que "a operação reforça a atratividade do Brasil para investimentos em inovação, viabilizando o desenvolvimento local de tecnologias estratégicas", segundo a AutoData.

A Renault Geely do Brasil nasceu em novembro de 2025, quando a Renault assinou acordo cedendo à chinesa Geely uma participação de 26,4% na Renault do Brasil, com a montadora francesa mantendo o controle, com 73,57% do capital, segundo a Wards Auto. Na ocasião, as duas empresas elevaram o investimento conjunto comprometido no país para R$ 5,8 bilhões até 2027, direcionado à produção de um modelo eletrificado da Renault sobre a plataforma GEA (Global Intelligent Electric Architecture), com início de produção previsto para 2027, além de outros dois modelos cuja produção deve começar já no segundo semestre de 2026. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o acordo reforça o ambiente de investimentos industriais ligados ao Programa Mover, criado em 2023 para incentivar a descarbonização da frota por meio de créditos tributários a empresas que investem em pesquisa, desenvolvimento e eficiência tecnológica, desde que produzam no Brasil, segundo a mesma reportagem.

Antes de fechar com a Geely, tanto a Renault quanto a Ford avaliaram parcerias com a BYD, outra montadora chinesa em rápida expansão, mas as duas acabaram optando pela Geely, de acordo com a Wards Auto. O financiamento se soma a um momento de expansão da fábrica paranaense: a Renault Geely do Brasil, joint venture formada após a entrada da chinesa Geely no capital da Renault no país, já iniciou a produção do Geely EX5 EM-i na planta e prevê começar a fabricar o EX2 em dezembro de 2026, segundo a Automotive Business. O investimento de R$ 5,8 bilhões até 2027 tem como objetivo declarado aumentar a competitividade da marca diante da concorrência acirrada de montadoras chinesas no mercado brasileiro. Não há, até a conclusão desta apuração, notícia de desmentido ou cancelamento do financiamento ou do projeto híbrido.

O que a obra deve contratar

  • Adequação de linha de montagem de powertrain. Reforma e ampliação da linha para receber o novo conjunto mecânico híbrido plug-in flex.
  • Instalação de bancadas de teste de motores. Equipamentos para validação do powertrain híbrido antes da produção em série.
  • Infraestrutura elétrica para eletrificação. Redes e painéis elétricos dimensionados para as novas linhas de montagem e teste.
  • Automação e integração de equipamentos. Robótica e sistemas de controle para a nova etapa de montagem híbrida.
  • Manutenção industrial. Suporte contínuo aos equipamentos novos e à linha de produção já existente, que soma o Geely EX5 EM-i e, a partir de dezembro, o EX2.

Prazos e próximos passos

EtapaSituação
Aprovação do crédito BNDES14 de outubro de 2026
Início da produção do Geely EX2 na mesma fábricadezembro de 2026
Lançamento do modelo híbrido plug-in flex2027
Fim do ciclo de investimento de R$ 5,8 bilhões2027
Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Renault Geely do Brasil
Local
São José dos Pinhais (PR), PR
Valor
R$ 181,1 milhões
Fase
Financiamento aprovado
Previsão
não informada
Anunciado em
14 de outubro de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

O financiamento é de P&D, não de obra civil direta, mas destrava uma etapa de reequipamento da linha de montagem e de novas bancadas de teste que normalmente antecede o lançamento de um modelo. Quem presta serviço de automação industrial e integração de equipamentos para a cadeia automotiva do Paraná tem aqui uma janela concreta a partir de agora até 2027, acompanhando o calendário que já inclui o início da produção do EX2 em dezembro. A falta de confirmação oficial do modelo (possível segunda geração do Arkana) é o principal ponto em aberto para dimensionar o tamanho real da linha a ser adaptada.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Adequação de linha de montagem de powertrain
  • Instalação de bancadas de teste de motores
  • Infraestrutura elétrica para eletrificação
  • Automação e integração de equipamentos
  • Manutenção industrial

Janela: A partir de agora até o lançamento do modelo híbrido em 2027, em paralelo ao início da produção do EX2 em dezembro de 2026.

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