CAOA amplia fábrica de Anápolis com R$ 5 bilhões para produzir Changan e Chery
A área construída vai a 223,4 mil m², com mais 15 mil m² previstos para 2026, e a capacidade deve chegar a cerca de 200 mil veículos por ano até 2028.

A CAOA vai investir R$ 5 bilhões na modernização e na ampliação da fábrica de Anápolis, em Goiás, para produzir veículos das chinesas Changan e Chery, segundo reportagem da CNN Brasil publicada em 27 de março de 2026, dia em que o anúncio foi feito com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na unidade. Somado aos R$ 3 bilhões anunciados em 2023, o ciclo chega a R$ 8 bilhões até 2028, de acordo com o veículo. A meta é elevar a capacidade para cerca de 200 mil veículos por ano ao fim do plano, com aumento gradual de volume.
A obra já avançou sobre o terreno. Segundo a CNN Brasil, a fábrica ganhou 36.172 m² de área construída e passou a somar 208.422 m²; outros 15 mil m² estão previstos ainda em 2026, o que leva o total a 223.422 m². A produção dos novos modelos também começou: o SUV CS75 foi lançado em 16 de junho de 2026 como modelo feito em Anápolis, e o CS55 chegou em setembro com a versão flex montada em Goiás e a híbrida plug-in importada, informou o blog de Jorge Moraes na CNN Brasil.
O projeto em números
| Item | Valor |
|---|---|
| Novo investimento | R$ 5 bilhões (CNN Brasil) |
| Ciclo anterior, anunciado em 2023 | R$ 3 bilhões (CNN Brasil e CAOA) |
| Total do ciclo até 2028 | R$ 8 bilhões (CNN Brasil) |
| Área construída já acrescida | 36.172 m² (CNN Brasil) |
| Área construída atual | 208.422 m² (CNN Brasil) |
| Ampliação prevista em 2026 | 15 mil m² (CNN Brasil) |
| Área construída ao fim da etapa | 223.422 m² (CNN Brasil) |
| Capacidade alvo | cerca de 200 mil veículos por ano (CNN Brasil) |
| Área total do terreno | 1,5 milhão de m² (CAOA) |
| Investimento inicial da fábrica, em 2007 | R$ 1,2 bilhão (CAOA) |
Pelo plano descrito pela CNN Brasil, a Changan terá ao menos três modelos produzidos em Anápolis, entre eles os SUVs CS75 e CS55, e o UNI-T já saiu com produção local. Do lado da Chery, a fábrica monta hoje os SUVs Tiggo 5X, Tiggo 7 e Tiggo 8, e versões híbridas da linha Tiggo, hoje importadas, devem passar a ser montadas no Brasil.
Contexto
A fábrica fica no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) e foi inaugurada em 2007, com investimento de R$ 1,2 bilhão feito com capital próprio, segundo a CAOA. Nasceu para produzir veículos da Hyundai e, a partir de 2017, passou a fabricar também modelos da Chery. A parceria com a Hyundai terminou depois de 26 anos de relação: a produção do Tucson e do caminhão leve HR foi encerrada em abril de 2025, e a linha voltou cerca de 40 dias depois só com os SUVs da Chery, informou o Estadão Conteúdo, em texto reproduzido pela CNN Brasil.
A troca de parceiros não derrubou o volume. Em setembro de 2025, a planta produziu mais de 7.500 unidades da CAOA Chery, recorde mensal, e chegou ao veículo de número 500 mil desde a inauguração, um Tiggo 7 Sport, segundo comunicado da CAOA de 3 de outubro de 2025. No mesmo texto, a empresa informou 49.094 emplacamentos da marca de janeiro a setembro daquele ano, contra 60.835 em todo o ano de 2024.
A aliança com a Changan, terceira maior fabricante da China em 2024, com 2,683 milhões de unidades vendidas, foi apresentada em 25 de novembro de 2025. Naquele comunicado, a CAOA disse que usaria o ciclo de R$ 3 bilhões para criar linhas dedicadas, produzir localmente componentes estratégicos e reforçar a cadeia de fornecedores brasileiros. O grupo, fundado em 1979, tem cerca de 12 mil colaboradores, segundo o mesmo texto. O presidente da CAOA, Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, afirmou que a nova marca abre um novo capítulo para o setor automotivo brasileiro.
O movimento acompanha a onda de montadoras chinesas que ampliam produção no país, como a segunda fábrica da GWM em Aracruz, no Espírito Santo, também desenhada para 200 mil veículos por ano.
O que a obra deve contratar
- Galpões e ampliação civil. Os 15 mil m² previstos para 2026 costumam exigir estrutura metálica, pisos industriais de alta resistência e cobertura, executados com a fábrica em operação.
- Linhas dedicadas e automação. Novos modelos em plataformas diferentes tendem a pedir dispositivos de solda, células robotizadas e reprogramação de linhas de carroceria e montagem final.
- Utilidades e instalações elétricas. O salto de capacidade costuma demandar reforço de subestação, ar comprimido, climatização e distribuição de energia para as novas áreas.
- Pintura e tratamento de efluentes. Mais volume em pintura tende a exigir ajustes de cabines e estufas e ampliação da estação que, segundo a CAOA, armazena 6 milhões de litros de água para reúso.
- Cadeia de fornecedores no entorno. A promessa de nacionalizar componentes costuma abrir obras de galpões e linhas de submontagem de fornecedores perto da fábrica.
- Manutenção industrial. Com dois parceiros e mais modelos na mesma planta, a demanda por manutenção de robôs, transportadores e prensas tende a crescer.
Prazos e próximos passos
| Etapa | Prazo | Fonte |
|---|---|---|
| Anúncio do ciclo de R$ 3 bilhões | fim de 2023 | CAOA |
| Lançamento da marca CAOA Changan | 25 de novembro de 2025 | CAOA |
| Anúncio dos R$ 5 bilhões | 27 de março de 2026 | CNN Brasil |
| Lançamento do CS75 feito em Anápolis | 16 de junho de 2026 | CNN Brasil |
| CS55 flex produzido em Anápolis | setembro de 2026 | CNN Brasil |
| Ampliação de mais 15 mil m² | 2026 | CNN Brasil |
| 20 anos da fábrica, com lançamentos previstos | 2027 | CNN Brasil |
| Fim do ciclo, com cerca de 200 mil veículos por ano | 2028 | CNN Brasil |
As fontes consultadas não detalham o número de empregos que a ampliação vai gerar nem o cronograma de nacionalização dos híbridos da Chery.
- Empresa
- CAOA
- Local
- Anápolis, GO
- Valor
- R$ 5 bi
- Fase
- Obras iniciadas
- Previsão
- Mais 15 mil m² em 2026; ciclo até 2028
- Anunciado em
- 27 de março de 2026
O que isso significa para quem vende para a indústria
Com dois modelos Changan já saindo da linha, a fase pesada de ferramental da primeira leva está feita; o que vem agora é a ampliação civil de 2026 e a preparação para mais modelos e híbridos até 2028. A ordem provável é galpão e utilidades primeiro, depois linhas dedicadas e automação para cada lançamento. A promessa de produzir componentes no Brasil abre espaço para fornecedores de autopeças e para quem constrói e equipa plantas de submontagem no Daia. Manutenção industrial tende a ganhar peso com a fábrica perto da capacidade máxima.
Serviços que o projeto tende a contratar:
- Construção de galpões industriais e pisos de alta resistência
- Automação, robótica e dispositivos de solda
- Reorganização e montagem de linhas de produção
- Instalações elétricas, ar comprimido e utilidades
- Cabines de pintura e tratamento de efluentes
- Manutenção industrial de robôs e transportadores
Janela: Imediata: ampliação de 15 mil m² em 2026 e novas linhas contratadas até 2028.
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- Caoa anuncia R$ 5 bi na fábrica de Anápolis para produzir Changan e Chery, CNN Brasil, 27 de março de 2026
- CAOA apresenta ao Brasil seu mais novo grande sucesso: a marca CAOA Changan, CAOA, 25 de novembro de 2025
- CAOA quebra novos recordes históricos de vendas e produção e celebra 500 mil veículos fabricados no Brasil, CAOA, 3 de outubro de 2025
- CS55 é terceiro SUV da Changan no Brasil e estreia com opção híbrida PHEV, CNN Brasil, 16 de setembro de 2026
- Depois de 26 anos, Caoa e Hyundai colocam fim à parceria no país, CNN Brasil (Estadão Conteúdo), 20 de junho de 2025
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