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Infraestrutura · RS

Parque logístico de até R$ 1 bilhão recebe licença de instalação em Cachoeirinha

Projeto da Guardian Gestora terá 384,5 mil m² em seis fases; a primeira, de R$ 300 milhões, deve gerar 2,7 mil empregos diretos.

Multiple bulldozers parked in an outdoor construction area, ready for use.
Imagem ilustrativa. Foto: Valentin Ivantsov / Pexels
Por Redação Radar IndústriaPublicado em · fato divulgado em 16 de setembro de 20264 min de leitura

A Prefeitura de Cachoeirinha, na região metropolitana de Porto Alegre, concedeu à Guardian Gestora a Licença de Instalação do novo Parque Logístico do município, o que autoriza o início da implantação às margens da ERS-118, segundo o Jornal do Comércio, em reportagem de 16 de setembro de 2026. O empreendimento prevê até R$ 1 bilhão em seis fases, numa área total de 384,5 mil m², a cerca de 20 km da capital gaúcha. O investimento da primeira etapa será integralmente privado, de acordo com a reportagem, que se baseia em informações da assessoria da prefeitura.

O projeto em números

ItemValor
Investimento totalaté R$ 1 bilhão, em seis fases
Área total licenciada384,5 mil m²
Primeira fase (lote 6)117,2 mil m², obra estimada em R$ 300 milhões
Power Center comercial19 mil m²
Empregos da primeira fase2,7 mil diretos e 4 mil indiretos (potencial)
Empregos do projeto completocerca de 8 mil diretos e 12 mil indiretos (potencial)
ISS na construçãoR$ 2,7 milhões na primeira fase; R$ 9 milhões no projeto completo
ITBIR$ 11 milhões a R$ 12,5 milhões na primeira fase; R$ 37 milhões a R$ 42 milhões no total
Área preservada30%, como corredor ecológico

Todos os números da tabela são do Jornal do Comércio, com base na prefeitura. A preservação de 30% da área como corredor ecológico é exigência da legislação ambiental, e o projeto foi embasado em laudos de biologia, geologia e engenharia ambiental, segundo o jornal.

Contexto

O terreno fica no Distrito Industrial de Cachoeirinha, em parte da área que abrigou uma fábrica da Souza Cruz, ao lado da ERS-118, informou o Jornal do Comércio em 1º de julho de 2026. Naquela reportagem, a Guardian, gestora paulista, aparecia com um complexo que chegaria a até 2 milhões de m² no ápice e até 20 condomínios logísticos, com o primeiro armazém, de R$ 300 milhões, voltado ao comércio eletrônico, e obras previstas para julho de 2026. A licença de setembro trata de 384,5 mil m²; as reportagens não explicam a diferença entre os dois números. A Guardian é também gestora de fundo imobiliário de galpões logísticos com contratos atípicos de longo prazo, segundo a Genial Investimentos.

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O parque chega num momento de disputa por galpões no eixo da ERS-118. Segundo o Jornal do Comércio, Cachoeirinha já tem pelo menos 20 centros logísticos em operação. Na vizinha Gravataí, o jornal lista o LOG CP II, de 45 mil m², já todo comercializado, e o LOG CP III, de 90 mil m², que somam R$ 387 milhões; um parque da 3SB de R$ 300 milhões e 100 mil m² de área construída na ERS-118, com entrega prevista para o fim de 2026; um condomínio da Raizz Capital de 60 mil m²; e uma área de 100 mil m² da Brasco Logística. A meta citada pelo jornal é Gravataí chegar a 1 milhão de m² construídos até 2028.

A prefeitura de Cachoeirinha soma quase R$ 3 bilhões em investimentos anunciados, entre eles uma fábrica de chips do Grupo Tellescom, de cerca de R$ 1 bilhão, um data center Tier III da Parks Tecnologia, de R$ 500 milhões, e o 3SB Parque Logístico, de cerca de R$ 200 milhões, segundo o Jornal do Comércio. A Secretaria Municipal de Inovação ressalvou ao jornal que esses valores não significam projetos já executados, porque estão em estágios diferentes. Cláudio Ávila, assessor especial da prefeita Jussara Caçapava, disse em julho que o parque é relevante, mas faz parte de uma estratégia mais ampla de atração de investimentos.

O que a obra deve contratar

As fontes não informam construtora nem fornecedores. Pelo que foi divulgado, a Guardian responde pela drenagem e pelo saneamento, e as obras de acesso e circulação no entorno ainda estão em avaliação. Parques logísticos desse porte costumam exigir:

  • Terraplenagem e drenagem. Um lote de 117,2 mil m² costuma pedir corte e aterro em grande volume, rede pluvial e bacias de detenção, frente que a própria Guardian assumiu, segundo o jornal.
  • Saneamento e infraestrutura do condomínio. Redes de água, esgoto, arruamento interno e pátios para carretas costumam vir antes dos galpões.
  • Piso industrial. Galpões para comércio eletrônico costumam exigir piso de alta resistência e planicidade, adequado a empilhadeiras e porta-paletes altos.
  • Estrutura e cobertura. Estrutura metálica ou pré-moldada de grande vão, com cobertura termoacústica, é o padrão do segmento.
  • Combate a incêndio. Galpões de armazenagem costumam exigir sprinklers, reservatório e bombas, com projeto aprovado pelo Corpo de Bombeiros.
  • Elétrica e subestação. Condomínios logísticos costumam ter subestação própria e infraestrutura preparada para automação dos inquilinos.
  • Acessos viários. Ligações com a ERS-118 costumam depender de projeto e autorização do órgão rodoviário, ainda em avaliação no caso, segundo a reportagem.

Por ser um projeto em seis fases, o mesmo escopo tende a se repetir a cada lote, o que favorece fornecedores que entrarem na primeira etapa.

Prazos e próximos passos

EtapaData
Previsão de obras citada em julhojulho de 2026 (Jornal do Comércio)
Licença de Instalaçãosetembro de 2026 (Jornal do Comércio)
Início da primeira faseimediato após a apresentação do projeto, conforme o cronograma da empresa, segundo a prefeitura
Demais fasessem data divulgada

A Guardian não divulgou cronograma das obras nem data de entrega do primeiro galpão.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Guardian Gestora
Local
Cachoeirinha, RS
Valor
até R$ 1 bi
Fase
Licenciamento
Previsão
não informada
Anunciado em
16 de setembro de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

Licença de instalação concedida é o sinal de largada. Parque em seis fases repete o mesmo escopo várias vezes, e quem entra bem no primeiro lote, de 117,2 mil m², tende a seguir nos próximos. A Guardian assumiu drenagem e saneamento, o que antecipa a frente de terraplenagem e infraestrutura. No eixo da ERS-118, com Gravataí rumo a 1 milhão de m² de galpões até 2028, a demanda por piso industrial, estrutura e combate a incêndio é contínua.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Terraplenagem, drenagem e saneamento
  • Infraestrutura viária e pátios do condomínio
  • Piso industrial
  • Estrutura e cobertura metálica ou pré-moldada
  • Combate a incêndio com sprinklers
  • Infraestrutura elétrica e subestação do condomínio

Janela: Primeira fase com licença concedida; contratação agora.

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