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Energia · AL

Origem Energia recebe aval para sete térmicas de R$ 2,1 bilhões em Pilar (AL)

Portarias do MME somam 484 MW em sete usinas a gás, com obras civis a partir de julho de 2027 e operação entre outubro de 2028 e agosto de 2029.

Power plant towers against stormy sky with lightning striking, showcasing industrial might.
Imagem ilustrativa. Foto: Mehmet Orak / Pexels
Por Redação Radar IndústriaPublicado em · fato divulgado em 21 de setembro de 20264 min de leitura

A Origem Energia recebeu do Ministério de Minas e Energia a autorização para implantar sete usinas termelétricas a gás natural em Pilar, na Região Metropolitana de Maceió, com investimento estimado somado de R$ 2,08 bilhões. As portarias, assinadas em 17 de setembro de 2026 e publicadas no Diário Oficial da União em 21 de setembro, outorgam à subsidiária Origem Energia Pilar S.A. as usinas UTE Pilar, UTE Pilar Nova e UTE Manguaba I, II, III, IV e V, e enquadram todas no Reidi, o regime que suspende PIS e Cofins nas compras da obra.

Segundo os atos do ministério, a maior das sete é a UTE Pilar Nova, com 299 MW de capacidade instalada e R$ 1,27 bilhão em bens e serviços. A UTE Pilar terá 135 MW e R$ 596 milhões. As cinco unidades Manguaba têm 10 MW cada e R$ 42,6 milhões cada uma. As usinas venceram o Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, realizado pela Aneel em 18 de março, de acordo com a Origem, que estimou na ocasião um investimento de aproximadamente R$ 2 bilhões.

O projeto em números

UsinaCapacidadeInvestimentoOperação comercial até
UTE Pilar Nova299 MWR$ 1,27 bilhão1º de outubro de 2028
UTE Pilar135 MWR$ 596 milhões1º de outubro de 2028
UTE Manguaba I a V (cinco usinas)10 MW cadaR$ 42,6 milhões cada1º de agosto de 2029
Total484 MWR$ 2,08 bilhões

Os números de capacidade e investimento da tabela são das portarias publicadas no Diário Oficial. A potência vendida no leilão é menor: a Gazeta Web listou 173,9 MW para a Pilar Nova, 125,6 MW para a Pilar e 9,3 MW para cada Manguaba, e a Origem falou em cerca de 330 MW para 2028 e 50 MW para 2029.

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Contexto

A Origem diz que as térmicas serão as primeiras da região. Segundo o diretor-presidente Luiz Felipe Coutinho, em comunicado da empresa, serão usinas flexíveis, que podem ser ligadas e desligadas em pouco tempo para atender o Operador Nacional do Sistema Elétrico. As usinas devem se conectar ao projeto de estocagem subterrânea de gás natural que a companhia desenvolve no Campo de Pilar. De acordo com reportagem da Brasil Energia republicada pela Abegás em 22 de setembro, a primeira fase da estocagem tem aporte de US$ 20 milhões e capacidade de 50 milhões de m³, e a empresa aguardava as licenças de instalação e de operação para a partida, prevista para o fim de 2026.

Pilar terá ainda outras cinco térmicas, as UTE Pilar I a V, de outra titular, a UTE Pilar Geração de Energia SPE S.A., também autorizadas em setembro com R$ 1,36 bilhão em investimento, segundo o Diário Oficial. Com isso, os atos publicados somam R$ 3,44 bilhões em geração a gás no município. O governador Paulo Dantas disse em março, segundo a Gazeta Web, que os projetos de Alagoas devem gerar mais de 10 mil empregos na construção. O Radar acompanha outros investimentos térmicos no Nordeste, como a ampliação do Pecém, no Ceará.

O que a obra deve contratar

  • Obras civis e bases. Sete usinas em sequência tendem a gerar contratos de terraplenagem, drenagem e bases de concreto para turbinas e transformadores, com início marcado nas portarias para julho de 2027 nas unidades maiores.
  • Montagem de turbinas aeroderivativas. A Gazeta Web informou que as turbinas são aeroderivativas, de partida rápida, o que costuma exigir montadoras especializadas e assistência técnica do fabricante.
  • Gás e interligação com a estocagem. A ligação com os campos e com a estocagem subterrânea deve demandar tubulação, compressão e estações de medição.
  • Subestação e transmissão. Cada portaria obriga a titular a implantar o sistema de conexão de interesse restrito, o que abre frentes de subestação, linha e proteção.
  • Serviços de apoio. Canteiro, transporte de equipes, alimentação e segurança tendem a ser contratados na Região Metropolitana de Maceió.

Prazos e próximos passos

EtapaPrazoFonte
Leilão de Reserva de Capacidade18 de março de 2026Origem Energia
Outorga e Reidipublicados em 21 de setembro de 2026Diário Oficial
Obras civis da Pilar e da Pilar Novaaté 1º de julho de 2027Diário Oficial
Obras civis das Manguabaaté 30 de abril de 2028Diário Oficial
Operação comercial da Pilar e da Pilar Novaaté 1º de outubro de 2028Diário Oficial
Operação comercial das Manguabaaté 1º de agosto de 2029Diário Oficial

Antes das obras, as portarias exigem licença ambiental de instalação, comprovação de financiamento de ao menos 20% do investimento e contrato de equipamentos ou EPC. O Radar não encontrou registro de desistência ou revogação das outorgas até esta publicação.

Ficha do investimento Radar Capex
Empresa
Origem Energia (Origem Energia Pilar S.A.)
Local
Pilar, AL
Valor
R$ 2,08 bi
Fase
Licenciamento
Previsão
Obras civis entre jul/2027 e abr/2028; operação entre out/2028 e ago/2029
Anunciado em
21 de setembro de 2026

O que isso significa para quem vende para a indústria

Pilar vira o maior polo de geração a gás em construção em Alagoas, com doze usinas autorizadas para duas titulares e R$ 3,44 bilhões somados no Diário Oficial. A janela é curta: as duas maiores usinas da Origem precisam começar as estruturas até julho de 2027 para operar em outubro de 2028, o que coloca EPC, obra civil e compra de subestação no primeiro semestre de 2027. A sequência das cinco Manguaba, com marcos em 2028, favorece contratos repetidos para a mesma equipe de montagem. Fornecedores de Maceió e de Pernambuco têm vantagem logística para canteiro, caldeiraria e serviços elétricos.

Serviços que o projeto tende a contratar:

  • Terraplenagem, drenagem e bases de concreto
  • Montagem de turbinas aeroderivativas
  • Tubulação de gás e estações de medição
  • Subestação e linhas de conexão
  • Canteiro e transporte de equipes

Janela: Imediata: EPC e obra civil das duas maiores usinas devem ser contratados até meados de 2027.

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