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Política · CE

Pecém soma R$ 7,4 bilhões em obras de térmica e terminais iniciadas em 2026

Térmica Jandaia (R$ 5,5 bilhões), terminal da Transnordestina (R$ 1,3 bilhão) e tanques de granéis líquidos (R$ 610 milhões) estão em obra no complexo do Governo do Ceará.

Elmano de Freitas
Elmano de Freitas. Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / CC BY 2.0, via Wikimedia Commons
Por Redação Radar IndústriaPublicado em · fato divulgado em 9 de junho de 20264 min de leitura

Três empreendimentos privados que somam cerca de R$ 7,4 bilhões estão em obra no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, no Ceará, segundo comunicados publicados pela administração do complexo, ligada ao Governo do Ceará, entre 9 e 16 de junho de 2026. São a usina térmica Jandaia, da Eneva e da Diamante (R$ 5,5 bilhões), o terminal da Nordeste Logística ligado à ferrovia Transnordestina (R$ 1,3 bilhão) e o terminal de granéis líquidos do Grupo Dislub Equador (R$ 610 milhões). O governador Elmano de Freitas (PT), reeleito em 4 de outubro com 53,12% dos votos válidos, segundo o Diário de Pernambuco, participou dos três eventos.

O que muda

  • Térmica a gás de R$ 5,5 bilhões. A pedra fundamental da usina Jandaia foi lançada em 9 de junho de 2026. Segundo o Complexo do Pecém, o investimento estimado é de R$ 5,5 bilhões, o projeto foi selecionado no leilão de capacidade do governo federal de março de 2026 e consumirá cerca de 14 milhões de metros cúbicos de gás por dia, recebidos por uma unidade flutuante de regaseificação em um novo píer, o Píer Zero, de cerca de R$ 430 milhões. A obra deve gerar mais de 2 mil empregos diretos e indiretos.
  • Terminal para a Transnordestina. A Nordeste Logística, em parceria com a CSN, iniciou as obras de um terminal de uso privado de R$ 1,3 bilhão, com capacidade gradual de até 30 milhões de toneladas por ano de grãos, minérios, fertilizantes, carga geral e contêineres, em área de cerca de 84 hectares. Segundo o complexo, a obra deve empregar cerca de mil pessoas.
  • Tanques de granéis líquidos. O terminal do Grupo Dislub Equador terá 220 mil metros cúbicos de armazenamento para derivados de petróleo, biocombustíveis e químicos, com cerca de 600 postos na implantação e 100 na operação. O governador visitou a obra em 9 de junho.
  • Acesso rodoviário. O Governo do Ceará concluiu em outubro de 2026 a iluminação de 20 quilômetros da CE-155, entre a BR-222 e o porto, com R$ 12,3 milhões do Fundo de Incentivo à Eficiência Energética, segundo a Secretaria da Infraestrutura.

Quem é afetado

Segundo o Complexo do Pecém, o porto movimentou 20,96 milhões de toneladas em 2025. A Zona de Processamento de Exportação do Ceará informa em seu site 6.182 hectares de área disponível para investimentos. A ferrovia Transnordestina terá 1.206 quilômetros e orçamento total de R$ 15 bilhões, com a primeira fase em cerca de 82% de execução e conclusão esperada para 2027, segundo o comunicado sobre o terminal.

Na pedra fundamental da térmica, Elmano de Freitas disse ter “convicção de que estamos fazendo aqui, nesta região, um novo Porto do Pecém”. O presidente do complexo, Max Quintino, afirmou no lançamento do terminal ferroviário que o Pecém é hoje “um dos portos mais eficientes do país”. Tufi Daher, da CSN, citou a necessidade de um terminal para receber os grãos do Matopiba que chegarão pela ferrovia.

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A ZPE Ceará suspendeu a seção de notícias do site a partir de 4 de julho de 2026 por causa do período eleitoral, o que limita a divulgação de novos contratos até o fim das eleições.

Prazos

EmpreendimentoInvestimentoObraOperação prevista
Usina térmica Jandaia (Eneva e Diamante)R$ 5,5 bilhõesA partir do 1º semestre de 2026Terminal em 2028; usina no 1º semestre de 2029
Terminal da Nordeste Logística (Transnordestina)R$ 1,3 bilhãoIniciada em junho de 20262028
Terminal de granéis líquidos (Dislub Equador)R$ 610 milhõesEm andamentoAntes do cronograma inicial, segundo o complexo
Iluminação da CE-155R$ 12,3 milhõesConcluída em outubro de 2026Em uso

O total de R$ 7,4 bilhões soma os três empreendimentos privados. O comunicado da térmica não deixa claro se o Píer Zero está incluído nos R$ 5,5 bilhões, por isso ele não entra na conta.

O que isso significa para quem presta serviço

  • Montagem eletromecânica pesada. A térmica e a regaseificação tendem a contratar montagem de tubulação, caldeiraria, elétrica e instrumentação até 2029.
  • Obra portuária e ferroviária. O terminal de 30 milhões de toneladas deve gerar demanda por pátios, correias, silos, pavimento pesado e drenagem.
  • Tancagem. Os 220 mil metros cúbicos de tanques abrem espaço para fabricação e montagem de tanques, bacias de contenção e sistemas de combate a incêndio.
  • Serviços de apoio. Com cerca de 3.600 empregos somados nas obras, segundo os comunicados, cresce a procura por alojamento, transporte, segurança do trabalho e manutenção de canteiro.
Ficha da medida Radar Política
Quem decidiu
Governo do Ceará (Complexo do Pecém)
Valor
R$ 7,4 bilhões
Vigência
Obras iniciadas no 1º semestre de 2026; operações entre 2028 e 2029
Publicado em
9 de junho de 2026

Como isso afeta quem vende para a indústria

O Pecém concentra em 2026 um ciclo de obra privada ligado a energia e logística, com prazos de operação entre 2028 e 2029, o que coloca a fase de montagem pesada em 2026 e 2027. Para prestadores de serviço industrial, a térmica e os terminais tendem a gerar pacotes de tubulação, tancagem, elétrica e obra portuária. A chegada da Transnordestina deve manter a demanda depois de 2027, quando o fluxo de grãos e minérios começar.

  • Montagem eletromecânica, tubulação e caldeiraria
  • Fabricação e montagem de tanques e sistemas de combate a incêndio
  • Obra portuária: pátios, silos, correias e pavimento pesado
  • Serviços de canteiro, segurança do trabalho e logística de obra

Janela: Contratação de obra e montagem em 2026 e 2027; operação de 2028 a 2029.

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